Por que a permanência do Vitória na Série A deve ser comemorada”, diz Miro Nascimento

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O coordenador de esportes da Rádio Sociedade de Feira de Santana, Miro Nascimento, defendeu a importância de se comemorar a permanência do Vitória na Série A do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, o resultado não beneficia apenas o clube e seus torcedores, mas também impacta diretamente o trabalho da imprensa esportiva no interior da Bahia, especialmente em uma cidade como Feira de Santana, que hoje não dispõe de equipes com calendário nacional relevante.

Miro destacou que Feira de Santana, com cerca de 650 mil habitantes, vive uma realidade esportiva limitada. Os dois principais clubes da cidade, Bahia de Feira e Fluminense de Feira, disputam apenas competições de curto período e ainda enfrentam dificuldades para garantir calendário anual. Um deles, Bahia de Feira, jogará a Série A do baiano e o Fluminense de Feira tentará o acesso à elite estadual no próximo ano. Esse cenário, segundo o coordenador, reforça a dependência do rádio local em relação às competições envolvendo Bahia e Vitória, que mantêm presença contínua em torneios nacionais e garantem programação robusta para as transmissões esportivas.

Para o coordenador, a permanência do Vitória na elite representa mais possibilidades de trabalho e relevância para o departamento esportivo da Rádio Sociedade, que tradicionalmente acompanha os principais jogos dos clubes da capital. Ele ressalta que a força do futebol supera todas as outras modalidades e que nem mesmo grandes emissoras de televisão constroem seus departamentos esportivos com base em esportes alternativos. “O futebol é o carro-chefe, a maior paixão nacional”, afirmou, lembrando que até a TV Globo altera suas novelas — um de seus produtos mais lucrativos — para acomodar transmissões de futebol.

Miro explicou que o departamento de esportes da Rádio Sociedade mantém presença constante na Arena Fonte Nova e no Barradão, com estrutura fixa e reconhecimento entre dirigentes e profissionais da capital. Ele destacou que, com Bahia e Vitória disputando competições de alto nível, a emissora tem a oportunidade de levar ao público jogos contra Flamengo, Fluminense, Vasco, São Paulo, Corinthians e outros grandes clubes do Brasil, além dos clássicos Ba-Vi.

O coordenador também chamou atenção para os custos e responsabilidades envolvidos em cada transmissão: despesas de deslocamento até Salvador, alimentação, manutenção de veículos, logística de equipe e gerenciamento de imprevistos técnicos. “Aqui nada é de graça. Precisamos de um psicológico forte para lidar com tudo isso e levar ao ar um produto de qualidade”, comentou.

Apesar da comemoração pela permanência rubro-negra, Miro fez críticas à gestão dos dois maiores clubes do estado. Para ele, o Vitória precisa contratar um gestor de futebol qualificado para fortalecer o planejamento da próxima temporada. Já o Bahia, mesmo com vaga na Copa Libertadores, não fez uma grande campanha no Campeonato Brasileiro e deixou claro, segundo ele, que faltou reforçar melhor o elenco. Miro enfatizou que sua análise é isenta e não reflete posição clubística, mas avaliação profissional.

Ele também reforçou o compromisso do departamento de esportes e com toda a direção da Rádio Sociedade, destacando que sua atuação busca honrar a confiança recebida pela Fundação Santo Antônio, dos Frades Capuchinhos e dos superintendentes, além de manter o legado dos profissionais que já passaram pela emissora. “Dou hoje a minha contribuição para que quem vier depois também tenha a mesma responsabilidade e orgulho de continuar esse trabalho”, concluiu.

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