Uma família baiana foi retirada do voo AF562 da Air France, de Paris para Salvador, na madrugada de 14 de janeiro, após um conflito envolvendo assentos na classe executiva. O caso gerou versões conflitantes entre os passageiros e a companhia aérea.
Segundo Ivan Lopes, que viajava com a esposa e duas filhas, a família havia comprado upgrade para a classe executiva por 399 euros por passageiro. No embarque em Paris, foi informada de que o assento da filha não estava disponível. Ao entrar na aeronave, Ivan afirma que outro passageiro ocupava o lugar e que o problema estaria em uma poltrona diferente, causando constrangimento público. O comandante teria adotado postura exaltada, e a família foi retirada com apoio de policiais armados, sem realocação imediata. O grupo precisou comprar novas passagens, totalizando prejuízo estimado em 16 mil euros.
A Air France confirmou o desembarque, alegando que o comportamento dos passageiros foi “extremamente exaltado” e que a decisão visou garantir a segurança e o bom andamento do voo. A companhia afirmou que ofereceu assentos na classe econômica premium, mas a família optou por manter três lugares na executiva e um na econômica, e que a retirada ocorreu conforme legislação internacional.