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Feira investe recursos próprios e mantém Hospital da Mulher como referência regional

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Na manhã desta quarta-feira (21), no Paço Municipal de Feira de Santana, o presidente da Fundação Hospitalar, Gilbert Lucas, destacou os investimentos realizados pelo município na área da saúde, com foco especial nas unidades administradas pela Fundação.

Segundo ele, os recursos aplicados vão além do Hospital da Mulher e abrangem todas as sete unidades da Fundação Hospitalar. “Nós temos o CMDI, o CMPC, a Casa de Parto da Baraúna, o Ambulatório de Saúde da Mulher, o Ambulatório de Pediatria, entre outras unidades, todas com consultas especializadas”, afirmou.

De acordo com Gilbert Lucas, o conjunto dessas unidades ultrapassou a marca de 1 milhão e 200 mil atendimentos, demonstrando a importância da rede para Feira de Santana e região. Somente o Ambulatório de Saúde da Mulher realizou mais de 56 mil atendimentos especializados, incluindo pré-natal de alto risco, planejamento familiar, cardiologia para gestantes, ecofetal e diversos serviços voltados à saúde materno-infantil.

Na área da pediatria, também são ofertados atendimentos especializados, como neurocardiologia, reforçando o papel da Fundação Hospitalar como referência regional. “São dados importantes que refletem um investimento significativo, sendo cerca de 90% com recursos próprios do município de Feira de Santana, para manter toda essa estrutura funcionando”, destacou.

Ao abordar a pactuação com outros municípios, o presidente explicou que o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) exige esse tipo de acordo, especialmente na área de obstetrícia. “O Hospital da Mulher é porta aberta. Idealmente, esse atendimento deveria ser regulado, mas a obstetrícia é diferente. Muitas vezes não há tempo para regulação, pois envolve urgência, parto imediato ou sofrimento fetal”, explicou.

Atualmente, cerca de 40% dos atendimentos de urgência e emergência obstétrica realizados no Hospital da Mulher são de pacientes vindas de outros municípios. Segundo Gilbert Lucas, muitos desses municípios não possuem estrutura suficiente para procedimentos como cesarianas, o que faz com que as gestantes sejam encaminhadas para Feira de Santana.

Ele ressaltou ainda que, apesar de o SUS custear os partos, a tabela de repasses é inferior ao custo real do procedimento, o que exige um aporte financeiro maior por parte do município. “Manter uma estrutura com banco de leite, UTI neonatal, berçário de médio risco, equipe multiprofissional, exames laboratoriais e de imagem demanda um investimento alto”, afirmou.

Por fim, o presidente reconheceu os desafios enfrentados, especialmente diante da grande demanda e da escassez de profissionais em algumas especialidades, mas reforçou o compromisso da Fundação Hospitalar com o atendimento humanizado e de qualidade. “Mesmo com as dificuldades, seguimos acolhendo essas gestantes e colocando a estrutura da Fundação Hospitalar à disposição da população”, concluiu.

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