O aumento da fiscalização sobre as canetas emagrecedoras pela Anvisa acende um alerta importante para a população: o uso desses medicamentos exige cuidado, orientação profissional e responsabilidade.
Em entrevista ao Dia a Dia News, o farmacêutico Moysés Fagundes destacou que a busca por resultados rápidos tem levado muitas pessoas a utilizarem esse tipo de produto de forma inadequada, sem indicação médica. “Muitas vezes essa utilização acontece fora da bula, na tentativa de conseguir um emagrecimento rápido”, afirmou.
Segundo ele, as canetas não são indicadas para fins estéticos. “A indicação principal é para pacientes com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, como a diabetes, principalmente quando outras medidas não tiveram resultado”, explicou.
Segundo ele, as canetas não são indicadas para fins estéticos. “A indicação principal é para pacientes com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, como a diabetes, principalmente quando outras medidas não tiveram resultado”, explicou.
O farmacêutico também reforçou a importância da orientação profissional no momento da compra. “Quando o paciente chega à farmácia, o farmacêutico pode identificar se aquele uso foi indicado por um profissional ou se veio por indicação de terceiros, e orientar da forma correta”, disse.
Outro alerta é sobre os riscos à saúde. “Esses medicamentos podem causar eventos adversos, e o paciente precisa estar ciente disso antes de iniciar o uso”, destacou Moysés.
Sobre a fiscalização, ele lembrou que o aumento de notificações no Brasil acendeu o sinal de alerta. “A gente teve uma maior incidência de eventos adversos, e isso levou a Anvisa a intensificar o controle”, pontuou.
Em relação à produção em farmácias de manipulação, o farmacêutico chamou atenção para a necessidade de rigor técnico. “É um medicamento de aplicação subcutânea, então a farmácia precisa ter autorização e estrutura adequada para produzir com segurança”, afirmou.
Por fim, Moysés Fagundes reforçou o cuidado com a automedicação e a procedência dos produtos. “Existe a possibilidade de produtos irregulares, importados sem registro ou até falsificados. Por isso, é fundamental adquirir em locais regulamentados e sempre com prescrição médica”, concluiu.