Empreendedorismo digital impulsiona vendas, mas falsificações desafiam mercado de maquiagem em Feira de Santana

O crescimento do empreendedorismo digital tem transformado a forma como pequenos negócios se posicionam no mercado. Em Feira de Santana, a empresária Rebeca Souza relata que a presença nas redes sociais foi essencial desde o início da trajetória do negócio, permitindo alcançar clientes muito além dos limites da cidade.

“Desde o princípio, antes mesmo da gente abrir a loja, sempre trabalhamos com o digital através do tráfego orgânico do Instagram”, destaca.

Segundo ela, a estratégia ampliou significativamente o alcance da marca. “Hoje, a gente consegue alcançar um número muito maior de pessoas através das redes sociais e não fica limitado apenas com a nossa cidade”, afirma.

Outro ponto positivo é a logística de envios. “A gente consegue vender para várias regiões, o que amplia bastante as oportunidades de crescimento”, completa.

Com o aumento da demanda, o negócio passou por um processo gradual de profissionalização. “A gente começou de uma maneira simples, utilizando o catálogo do WhatsApp, que já ajudava bastante na organização dos produtos e no atendimento ao cliente”, explica.

Ela ressalta que a evolução foi necessária para acompanhar o crescimento. “Com o aumento da demanda, nós sentimos a necessidade de profissionalizar ainda mais. E foi aí que nós criamos o nosso site”, pontua.

Sobre o comportamento do consumidor, a empresária observa mudanças importantes. “No início, nosso site funcionou muito bem, trouxe bastante resultado. Mas hoje, com o crescimento dos marketplaces, o comportamento do cliente mudou”, analisa.

Diante desse cenário, a adaptação tem sido constante. “A gente também está se adaptando e cadastrando nossa loja nessas plataformas”, afirma.

Apesar dos avanços, o principal desafio enfrentado atualmente é a falsificação de produtos. “O nosso mercado de maquiagem está enfrentando um problema sério com falsificações, que acaba prejudicando tanto os consumidores quanto os empreendedores”, alerta.

Ela chama atenção para a semelhança entre os produtos. “Muitos produtos são extremamente parecidos com os originais, mas têm um valor bem baixo e isso acaba influenciando diretamente na decisão de compra”, explica.

Outro fator que pesa é a carga tributária. “Os altos impostos impactam bastante no valor dos produtos originais, enquanto as falsificações entram no mercado com preços muito mais acessíveis”, pontua.

Segundo a empresária, isso tem influenciado o comportamento de consumo. “A gente percebe que muitos consumidores hoje estão priorizando mais o preço do que a qualidade”, afirma.

Por isso, ela reforça a importância da conscientização. “Nem sempre eles têm noção dos riscos que esses produtos podem trazer, principalmente para a pele”, alerta.

Além de vender, ela destaca um compromisso com o público. “A gente também tem um papel de conscientizar os nossos clientes sobre a importância de consumir produtos originais, seguros e de qualidade”, conclui.

“É um trabalho constante de informação e construção de confiança”, finaliza.

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