Neste 26 de abril, data em que é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o alerta vai além da alimentação e do sedentarismo: o estresse também é um fator importante e, muitas vezes, negligenciado quando o assunto é saúde cardiovascular.
Em entrevista, a cardiologista Gisele Rebouças destaca que situações de tensão do dia a dia podem impactar diretamente a pressão arterial, mesmo em pessoas que não são diagnosticadas como hipertensas.
Segundo a especialista, quando o corpo está sob estresse, há a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que aumentam os batimentos cardíacos e provocam o estreitamento dos vasos sanguíneos, fatores que contribuem para a elevação da pressão. “Mesmo quem não tem hipertensão pode apresentar picos em momentos de discussão, trânsito intenso ou sobrecarga no trabalho”, explica.
Embora esses episódios sejam passageiros, a repetição frequente pode indicar um risco maior. Sintomas como dor de cabeça constante, tontura, palpitações, sensação de calor no rosto e aperto no peito devem acender o sinal de alerta e motivar a busca por avaliação médica.
A médica reforça que o estresse contínuo pode favorecer o desenvolvimento de doenças mais graves, como hipertensão, infarto e insuficiência cardíaca. Por isso, adotar hábitos saudáveis é essencial para a prevenção.
Entre as orientações estão a prática regular de atividade física, manutenção de uma boa rotina de sono, pausas ao longo do dia, momentos de lazer e a redução do consumo de estimulantes como cafeína e álcool em excesso.
Neste Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, a mensagem é clara: cuidar da saúde mental também é uma forma de proteger o coração.
