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Pix pode ser bloqueado? Entenda o que muda com novas regras

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As novas regras de segurança do Pix trouxeram mudanças importantes no funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos no Brasil. Entre as principais novidades está a possibilidade de bloqueio temporário de valores e contas em situações consideradas suspeitas.

A medida foi adotada pelo Banco Central como forma de aumentar a proteção dos usuários e reduzir golpes financeiros, que cresceram nos últimos anos.

Uma das principais mudanças é o chamado bloqueio cautelar. Quando uma transação é considerada suspeita, o banco pode reter o valor por até 72 horas para análise. Se houver indícios de fraude, o dinheiro pode ser devolvido à vítima; caso contrário, a transferência é liberada normalmente.  

Outra novidade é o reforço no rastreamento do dinheiro. Agora, os valores podem ser acompanhados mesmo quando passam por várias contas, o que facilita a recuperação em casos de golpe.  

As regras também permitem o bloqueio de contas suspeitas, inclusive de forma preventiva, antes mesmo da conclusão da investigação. Isso pode afetar não apenas criminosos, mas também usuários comuns, caso haja movimentações consideradas fora do padrão.  

Além disso, há mudanças para quem acessa o Pix em um celular novo. Nesse caso, passam a valer limites reduzidos para transferências até que o dispositivo seja validado pelo banco, como forma de evitar fraudes.  

O período noturno continua com restrições de valor para transferências, como estratégia para reduzir crimes como roubos e sequestros-relâmpago.  

As novas medidas também fortalecem o chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite contestar transações e aumentar as chances de recuperar valores enviados em golpes.  

O que isso significa na prática?

O Pix continua funcionando normalmente para a maioria das pessoas. No entanto, transações fora do padrão podem ser analisadas e até bloqueadas temporariamente, como forma de segurança.

O objetivo das mudanças é tornar o sistema mais seguro, sem impedir o uso cotidiano do serviço, que segue sendo um dos principais meios de pagamento no país.

Fonte: A Tarde 

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