A cultura baiana tem ampliado seu papel como ferramenta de preservação histórica, fortalecimento da identidade coletiva e geração de desenvolvimento econômico.
A avaliação foi reforçada pelo secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, durante entrevista ao programa Dia a Dia News.
Segundo ele, investir em cultura significa atuar simultaneamente na proteção da memória, na valorização das tradições populares e na criação de oportunidades concretas para a população.
Entre os exemplos destacados está a restauração do Santuário Senhor dos Passos, em Feira de Santana.
Patrimônio tombado e símbolo histórico da cidade, o espaço passou por recuperação estrutural que garante sua preservação arquitetônica e cultural.
Para Bruno Monteiro, a importância da intervenção transcende o aspecto religioso.
“Ali está parte da história de Feira de Santana e da formação da identidade do seu povo.”
Além da preservação patrimonial, a requalificação fortalece o turismo cultural e religioso, ampliando o potencial de visitação e movimentando a economia local.
O secretário destacou que essa relação entre cultura e desenvolvimento precisa ser cada vez mais compreendida.
Segundo ele, a atividade cultural impacta diretamente diversos setores econômicos.
Eventos, feiras, apresentações artísticas e festejos populares movimentam comércio, alimentação, transporte, hospedagem e prestação de serviços.
“Quando um evento cultural acontece, ele movimenta toda uma cadeia produtiva.”
Bruno Monteiro citou experiências observadas em comunidades do interior, onde a realização de eventos culturais gerou oportunidades diretas de renda para moradores.
Pequenos comerciantes, ambulantes e empreendedores locais são diretamente beneficiados.
Esse efeito multiplicador integra o conceito de economia criativa.
Para o secretário, a cultura deixou de ser percebida apenas como entretenimento.
Hoje, ocupa posição estratégica no desenvolvimento social e econômico.
Outro eixo central dessa política é a valorização das tradições populares.
Nesse contexto, Bruno Monteiro anunciou a abertura das inscrições para o edital estadual de apoio aos festejos juninos.
A iniciativa garantirá suporte financeiro aos municípios baianos para realização das festas.
A proposta prevê incentivo especial à contratação de atrações locais, fortalecimento do forró pé de serra e valorização das características culturais próprias de cada território.
“O São João precisa manter sua essência e sua identidade.”
O secretário avaliou positivamente os debates sobre limites orçamentários para contratação de grandes atrações.
Segundo ele, a medida contribui para tornar os festejos mais conectados às suas raízes culturais.
Para Bruno Monteiro, preservar tradições como o São João é fundamental para manter viva a identidade nordestina.
Ao integrar patrimônio histórico, economia criativa e valorização cultural, a Bahia consolida uma política pública que reconhece a cultura como direito, vetor econômico e instrumento de transformação social.
Em Feira de Santana, os resultados já são visíveis.
Seja na preservação de marcos históricos, no fortalecimento das festas populares ou na ampliação das oportunidades econômicas, a cultura reafirma seu papel como elemento central para o desenvolvimento da cidade e de toda a região.
