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Pressões sociais e rotina acelerada impulsionam alta da ansiedade

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Os casos de ansiedade têm aumentado de forma significativa nos últimos anos, afetando pessoas de diferentes idades e estilos de vida. Especialistas apontam fatores como rotina acelerada, excesso de informações e pressões sociais como principais causas.

Antônio Fernando Júnior, psicólogo, em entrevista ao Dia a Dia News, fala sobre o aumento de casos de ansiedade:

“Observamos um aumento significativo nos casos de adoecimento mental, com um número crescente de pessoas buscando auxílio no INSS. Os dados disponíveis indicam essa tendência, e a análise da saúde mental reflete a situação atual da sociedade. Percebemos um aumento da misoginia e, infelizmente, dos casos de racismo. Uma matéria recente na imprensa abordou a disparidade salarial entre pessoas negras e brancas, com uma diferença de aproximadamente R$ 3.000 por mês.”

Ele continua:

“Diante dessas questões sociais e políticas, é evidente a dificuldade de enfrentar o cotidiano. A violência, em suas diversas formas, e as dificuldades enfrentadas no ambiente de trabalho e na sociedade em geral geram grande impacto na subjetividade individual. Essa é uma preocupação real e crescente. Em breve, o Brasil realizará sua primeira pesquisa abrangente sobre saúde mental que, embora possa revelar dados alarmantes, acredito que também impulsionará melhorias na forma como cuidamos e enfrentamos as adversidades. É fundamental reconhecer a gravidade da situação e agir, pois estamos falando de vidas.”

Sobre quais são os principais gatilhos que indicam a necessidade de procurar um psicólogo e os sinais de ansiedade, ele disse:

“É recomendável buscar ajuda profissional quando a irritabilidade interfere no convívio social e, por vezes, desencadeia problemas de saúde física, como problemas de pele, queda de cabelo e outras condições. Não há uma única característica, mas sim um conjunto de sinais que indicam a necessidade de apoio.”

O psicólogo também ressalta a era digital e como as redes sociais e o uso excessivo de telas prejudicam a saúde mental e podem potencializar a ansiedade:

“O uso excessivo de telas pode afetar negativamente a saúde mental, em parte devido à busca constante por dopamina. Embora o termo ‘dopamina’ seja popularizado, essa dinâmica pode ser prejudicial, especialmente para aqueles com predisposição ao vício. No entanto, é importante reconhecer que as telas também são essenciais, e o ideal é buscar equilíbrio. A psicoterapia é um caminho importante para tratar as questões individuais, em vez de buscar soluções generalizadas.”

Por fim, ele explica como hábitos saudáveis podem prevenir problemas de saúde mental:

“Reduzir o tempo de tela é fundamental. Apesar de parecer óbvio, é essencial reforçar isso. É importante refletir sobre o tempo gasto em atividades que não são essenciais, como navegar nas redes sociais por lazer. Essa reflexão pode revelar o potencial de vício e a dependência das telas.”
Apesar do aumento dos casos, a ansiedade tem tratamento e acompanhamento adequado pode garantir mais qualidade de vida.

Com escrita e informações:Fernanda Martins Foto:Divulgação

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