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PL reacende debate vacinal

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A proposta que tramita no Senado Federal e prevê o fim da obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 voltou a colocar em pauta a discussão sobre a importância das vacinas para a saúde pública. Em Feira de Santana, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, comentou o assunto e defendeu a imunização como um instrumento de proteção coletiva e de preservação da vida.

Segundo o secretário, o debate é importante porque permite esclarecer dúvidas da população e combater informações equivocadas que circulam nas redes sociais.

“Quando a gente fala de vacina, a pessoa pode pensar apenas no efeito positivo para quem se vacina. Mas é importante destacar que as pessoas que estão ao redor dessa pessoa também são beneficiadas”, afirmou.

Proteção coletiva

Rodrigo Matos explicou que a vacinação reduz a circulação dos vírus e interrompe a cadeia de transmissão das doenças.

“Imagine que você tenha um vírus e entre em contato com uma pessoa vacinada. Essa pessoa está protegida, não contrai a doença e, consequentemente, não transmite para outras pessoas. Então, além de estar protegida, ela protege outras pessoas que potencialmente seriam contaminadas”, ressaltou.

Para o secretário, a vacinação representa um pacto social e um compromisso com a coletividade.

“Você vive em sociedade e precisa abrir mão de algumas coisas para o bem coletivo. Existe a liberdade individual, assegurada pela Constituição, mas também existe a supremacia do interesse coletivo. Como diz o ditado popular, o seu direito termina quando começa o do outro”, disse.

Avanços da ciência

Rodrigo Matos destacou ainda que o aumento da expectativa de vida e a redução da mortalidade infantil estão diretamente relacionados aos avanços da medicina e dos programas de vacinação.

“Doenças que antigamente matavam ou deixavam sequelas graves hoje praticamente não são mais vistas. As crianças vivem mais, a mortalidade infantil caiu e isso aconteceu por causa da evolução da ciência, dos medicamentos e da vacinação”, afirmou.

Segundo ele, discutir propostas como a que está em análise no Senado é uma oportunidade para aprofundar o tema.

“Eu não acho ruim que isso seja discutido. Acho excelente, porque às vezes a pessoa lê apenas um recorte de uma notícia ou uma publicação nas redes sociais e fica insegura. Esse debate permite esclarecer e orientar a população”, declarou.

Baixa procura preocupa

Além de comentar a proposta em tramitação no Congresso, o secretário chamou atenção para a redução da procura pelas vacinas em Feira de Santana, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios.

“Tenho observado que a procura tem diminuído, e isso me preocupa principalmente em relação à gripe, porque é um período em que as pessoas se juntam, fazem festas e aumentam as aglomerações”, afirmou.

Para ampliar o acesso da população, a Secretaria Municipal de Saúde liberou a vacinação contra a gripe para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade e promoveu ações especiais, inclusive com aplicação das doses em finais de semana no Shopping Avenida.

“Estamos fazendo a nossa parte, oferecendo facilidade e comodidade. Mas a estrutura pública não tem como bater na porta de cada cidadão. É preciso que as pessoas tenham consciência e procurem as unidades de saúde”, destacou.

Um gesto que pode salvar vidas

Rodrigo Matos lembrou que uma pessoa vacinada pode evitar a transmissão do vírus para familiares mais vulneráveis.

“Você pode ter apenas um resfriado leve, mas esse mesmo vírus pode provocar uma pneumonia grave em um idoso da sua casa. Quando você se vacina, além de se proteger, pode estar evitando a hospitalização de um filho ou até a morte de um pai ou de uma mãe”, alertou.

O secretário informou ainda que a rede municipal começou a receber a vacina Pneumo 20, que substituirá a Pneumo 10, ampliando a proteção contra doenças respiratórias.

Por fim, ele reforçou que a vacinação continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir internações e mortes.

“Temos que compreender que devemos tomar atitudes para preservar a nossa espécie. A vacinação é um instrumento de redução de mortes, de hospitalizações e um verdadeiro pacto social”, concluiu.

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