Após o retorno das aulas, com o fim do recesso de São João, os professores da rede particular da Bahia aprovaram uma nova paralisação das atividades para o dia 16 de julho. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8).
Na mesma data, a categoria realizará uma assembleia para avaliar o andamento da campanha salarial e decidir sobre a possibilidade de deflagrar uma greve por tempo indeterminado.
A convocação foi publicada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA). A assembleia faz parte da campanha salarial (data-base 2026) dos docentes da Educação Básica da rede particular.
De acordo com o sindicato, a paralisação das atividades no dia 16 de julho tem como objetivo garantir a participação da categoria na assembleia, considerada decisiva para definir os próximos passos da mobilização dos professores.
O encontro será realizado de forma presencial no Real Classic Bahia Hotel, localizado na Rua Fernando Menezes de Góes, no bairro da Pituba, em Salvador. A primeira convocação está marcada para as 8h, com segunda convocação às 8h30.
Os professores que estiverem fora de Salvador também poderão participar da assembleia de forma virtual, por meio de um link que será disponibilizado no site e nos canais oficiais do Sinpro-BA.
Última assembleia dos professores da rede particular da Bahia
Os professores da rede particular da Bahia decidiram manter o estado de greve após assembleia realizada no dia 17 de junho.
A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) promovida pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA). Segundo a entidade, mais de mil docentes participaram da reunião.
Apesar da insatisfação da categoria, os professores optaram por não iniciar uma greve neste momento. De acordo com o sindicato, a medida representa um voto de confiança nas negociações com o setor patronal, principalmente em relação às reivindicações sobre o excesso de trabalho fora da carga horária contratada.
O presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), Allysson Mustafa, revelou que a paralisação ocorre ato ocorre por conta da falta de consenso na Campanha Salarial entre a categoria e o sindicato patronal, que representa os donos de escolas.
O Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) indicou que os trabalhadores afirmam que enfrentam sobrecarga de trabalho e realizam diversas atividades sem remuneração adequada.
Em nota, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA), informou que ofereceu reajuste salarial de 4,11% (INPC) a ser implementado já na folha do mês de julho (paga no mês de agosto). Além de orientar as escolas associadas a aplicar o novo reajuste a partir da folha do mês de julho, incluindo o retroativo dos meses de maio e junho.
Segundo o sindicato, além do reajuste, permanecem garantidos direitos já acordados entre as entidades, como a manutenção das bolsas escolares destinadas a professores e coordenadores.
“O SINEPE-BA acrescenta que está sensível à questão do excesso de trabalho para as escolas, intensificado especialmente pela inclusão e personalização do ensino. Diante disso, propomos ao SINPRO-BA a criação de dois grupos de trabalho: um dedicado a Educação Infantil e Fundamental I e outro dedicado ao Fundamental II e Ensino Médio, para construirmos soluções efetivas”, diz o sindicato.
Fonte: Aratuon Foto:Divulgação