Queima de fogos marca Alvorada de Sant’Ana

Foto:Fernanda Martins

A tradicional queima de fogos na Catedral Metropolitana rompeu o silêncio da madrugada deste domingo (26), às 5h, anunciando o início das celebrações em homenagem a Senhora Sant’Ana, padroeira de Feira de Santana. A Alvorada, um dos momentos mais simbólicos da festa religiosa, deu início à programação solene, que inclui missas, celebrações e a tradicional procissão, mantendo viva uma devoção que atravessa gerações e faz parte da identidade cultural e religiosa do município.

Resomario Lobo, administrador e participante da queima de fogos há cerca de 25 anos, destacou a importância de manter viva a tradição.

“Historicamente, essa homenagem ocorria tanto no dia 17, início da novena, quanto no dia 26. Participo dessa celebração há cerca de 25 ou 30 anos. Com o passar do tempo, por diversos motivos, a queima de fogos do dia 17 foi descontinuada, mas mantemos viva a tradição do dia 26. Independentemente do dia da semana, às cinco da manhã, renovamos esse compromisso de devoção.”

Resomario também ressaltou a relação entre a padroeira e a história do município.

“A história de Sant’Ana se irmana com a da nossa cidade, que foi agraciada ao adotar o nome da nossa excelsa padroeira. É a nossa maneira de render homenagens, bradar ‘Viva Sant’Ana!’ e agradecer, junto ao seu neto, por todas as bênçãos concedidas a Feira de Santana.”

Ao relembrar as edições anteriores da festa, ele destacou o legado deixado por pessoas que ajudaram a preservar a tradição.

“Este legado atravessa gerações. Recordo-me de homens que, no passado, presidiram a festa, como Hélio Almeida, Lossi Bastos e Nené Fogueteiro, empresário local do ramo de fogos que dedicou muito zelo a esse momento. Hoje, conto com o apoio de nomes como a família Marques, Luciano Ribeiro, Edema Ferreira e tantos outros que, embora eu não consiga citar todos agora, participam intensamente desta celebração ímpar.”

Sobre a Alvorada realizada neste domingo, Resomario explicou como acontece a homenagem.

“Sobre a Alvorada de hoje, utilizamos três baterias de 1.080 tiros. É uma tradição que preservo em meu calendário pessoal. A partir das quatro e meia da manhã, já estamos reunidos, junto a fiéis devotos, como o capitão Adalto Mário, e membros da comissão organizadora, para saudar, às cinco horas, a nossa excelsa padroeira. Embora eu já tenha integrado a comissão da festa em duas oportunidades, faço questão de manter este compromisso como uma forma particular de honrar Sant’Ana a cada 26 de julho.”

Com informações, escrita e fotos:Fernanda Martins

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