O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, reuniu-se na noite de sexta-feira (31) com familiares do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, morto durante uma ação policial no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O encontro ocorreu após a família cobrar respostas sobre o caso e pedir celeridade nas investigações.
Também participaram da reunião o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, representantes da Polícia Civil, da Corregedoria da PM, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além de advogados e amigos da família.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), foram apresentados aos familiares detalhes sobre o andamento das investigações conduzidas pelo DHPP, as medidas administrativas adotadas pela Polícia Militar e as ações de assistência que serão oferecidas à família da vítima. Marcelo Werner afirmou que acompanhará pessoalmente o andamento das apurações.
O Governo da Bahia informou ainda que será elaborado, em parceria com o Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos do Ministério Público da Bahia, um plano de acolhimento para os parentes de Leonardo. Também foi criado um canal direto de comunicação entre a família e os órgãos estaduais para atualizar o andamento das investigações.
Leonardo Gil Lima morreu poucos dias após realizar o sonho de inaugurar a própria lanchonete. Na noite de 23 de julho, ele foi baleado durante uma ação da Polícia Militar na localidade de Lessa Ribeiro, em São Cristóvão. A PM afirma que houve troca de tiros com suspeitos e que o comerciante foi encontrado ferido e socorrido, mas não resistiu. Já familiares e moradores contestam essa versão, alegando que não houve confronto e que Leonardo não tinha qualquer envolvimento com a criminalidade.
A morte do comerciante provocou forte comoção na comunidade e motivou protestos no bairro. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar investiga a atuação dos policiais envolvido