A cada eleição que passa, Feira de Santana vai adquirindo características diferentes e ficando cada vez mais distante do cenário político de 40 anos atrás. Isso não significa que a cidade precise repetir o mesmo tempo, os mesmos métodos ou as mesmas práticas. Mas uma coisa é fato: a redução da representatividade parlamentar estadual e federal é visível e matemática.
É verdade que as safras de novas lideranças políticas em Feira de Santana têm deixado muito a desejar. Ao mesmo tempo, surgiram muitas “ilhas eleitorais” formadas por vereadores, ex-vereadores e até candidatos, como define um velho amigo observador da política local.
São lideranças que buscam nomes de fora da cidade para disputar eleições na Princesa do Sertão, muitas vezes com independência e pouco compromisso com os interesses locais. Apoiar um nome que não seja de Feira de Santana para deputado acabou se transformando, em alguns casos, em um projeto pessoal.
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De quem é a culpa? Das lideranças maiores, que perderam o controle do processo? Da conveniência, que acaba sendo interessante para todos? Ou da falta de opções para o eleitor votar?
A verdade é que Feira de Santana vem perdendo espaço político diante da baixa representatividade. E os políticos da Princesa do Sertão, sem exceção, afirmam que defendem a cidade acima de tudo.
Mas, objetivamente, a realidade mostra que muitos têm olhado mais para o próprio umbigo e deixado em segundo plano prioridades fundamentais para o desenvolvimento do município.
Uma Feira de Santana grande e forte também precisa de representação política forte na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara Federal. Sem isso, a cidade corre o risco de perder cada vez mais espaço nas decisões que definem investimentos, obras, recursos e políticas públicas importantes para o seu futuro.