O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira, 4 de setembro, um programa criado para estimular a produção de fertilizantes no Brasil. A medida busca ampliar a fabricação nacional, reduzir a dependência de produtos importados e fortalecer a indústria ligada ao agronegócio.
O programa estabelece mecanismos de incentivo para empresas que atuam na produção de fertilizantes e em projetos voltados à ampliação da capacidade produtiva no país.
A iniciativa faz parte da estratégia do governo de aumentar a autonomia brasileira em um setor considerado estratégico para a agricultura. O Brasil é um dos principais produtores agrícolas do mundo, mas ainda depende de importações para atender grande parte da demanda por fertilizantes.
Com os novos incentivos, a expectativa é estimular investimentos privados, modernizar unidades industriais existentes e favorecer a implantação de novos projetos.
A medida também busca diminuir a vulnerabilidade do setor agrícola diante de oscilações no mercado internacional, problemas logísticos e eventuais restrições nas exportações dos países fornecedores.
O governo considera que o fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes pode contribuir para dar maior previsibilidade aos custos de produção no campo e aumentar a segurança para produtores rurais.
A política está alinhada ao esforço de ampliar a produção brasileira de insumos agrícolas e reduzir a dependência externa. O tema ganhou ainda mais importância nos últimos anos diante das dificuldades enfrentadas pelas cadeias globais de fornecimento.
Além dos efeitos esperados para o agronegócio, a iniciativa pretende movimentar investimentos na indústria, gerar empregos e estimular o desenvolvimento de tecnologias relacionadas à produção de fertilizantes.
A sanção ocorre em um momento em que o governo também vem adotando medidas para fortalecer setores considerados estratégicos para a economia brasileira, dentro da política de reindustrialização do país.
Para o agricultor, a expectativa é que o aumento da produção nacional ajude, no médio e longo prazo, a diminuir a exposição do mercado brasileiro às variações internacionais de preços e à disponibilidade de fertilizantes.
A medida, portanto, pretende atuar em um dos pontos considerados mais sensíveis da produção agrícola brasileira: a dependência de insumos produzidos no exterior.
