Expofeira cresce, amplia negócios e reforça protagonismo de Feira de Santana

A 47ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana apresenta, em 2026, uma expansão significativa em relação à edição anterior. O crescimento pode ser percebido no número de expositores, na ocupação dos espaços do Parque de Exposições João Martins da Silva, na presença de empresas e no movimento registrado desde os primeiros dias do evento.

Em entrevista ao programa Terra e Agro, Aldo Rodrigues destacou que a evolução da Expofeira demonstra o fortalecimento de um evento que, durante décadas, ocupou lugar de destaque no calendário de Feira de Santana e da Bahia.

Crescimento no número de expositores

De acordo com Aldo Rodrigues, a comparação entre as duas últimas edições revela um aumento expressivo na participação de expositores.

Segundo ele, o número teria saído de pouco mais de 80 participantes em 2025 para mais de 180 em 2026.

“Se a gente for fazer um comparativo da Expofeira de 2025 com a Expofeira de 2026, a gente vai ver um crescimento, sem sombra de dúvidas, de mais de 50%, principalmente em relação a quem se dispôs aqui a expor nesse ambiente.”

A mudança, segundo Aldo, não está restrita aos números. Ele chamou atenção para a própria utilização do espaço físico do Parque de Exposições.

Áreas que anteriormente eram destinadas especificamente às montarias passaram a receber empreendedores, empresas e expositores de diferentes segmentos.

Resultados de 2025 aumentaram expectativa

Aldo Rodrigues avalia que os resultados registrados no ano passado ajudaram a fortalecer a confiança na Expofeira.

Segundo ele, o volume de negócios da edição de 2025 teria superado as expectativas e criado uma perspectiva positiva para 2026.

“O volume de negócios daqui no ano 2025 superou as expectativas e me parece que 2026 vai superar mais ainda.”

Para ele, o movimento observado neste ano já indica que a exposição pode alcançar resultados ainda maiores.

Uma feira que volta a ser referência

Na avaliação de Aldo, a Expofeira representa o retorno de um evento que historicamente foi referência no estado.

Ele lembra que Feira de Santana sempre teve uma relação importante com o setor agropecuário e que a exposição fazia parte da rotina da cidade.

Para Aldo, a retomada do evento significa recuperar também um espaço de destaque para o município.

“É o retorno à Feira de Santana de um evento que era referência no estado da Bahia, a Expofeira.”

O desafio de acompanhar o crescimento

A expansão da feira, no entanto, também exige planejamento. Aldo defende que, quanto maior o público e a estrutura, maiores devem ser os cuidados com os serviços oferecidos durante o evento.

Para ele, o crescimento precisa ser acompanhado por investimentos e planejamento em diferentes áreas.

“O sarrafo cada ano aumenta.”

Segundo Aldo, a responsabilidade também cresce a cada edição.

Segurança precisa acompanhar a expansão

Entre as principais preocupações apontadas por Aldo Rodrigues está a segurança.

Ele destacou que a Expofeira já conta com diferentes estruturas de proteção e fiscalização, mas avaliou que o crescimento do evento exige que esse planejamento seja permanente.

“A cada ano que passa, as preocupações aumentam.”

Aldo citou a presença do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Procon, Guarda Municipal, segurança privada e monitoramento eletrônico.

Atuação integrada dos órgãos

Segundo Aldo, a segurança de um evento desse porte não depende de uma única instituição.

Ele destacou a importância da atuação conjunta entre órgãos públicos, empresas privadas e os responsáveis pela organização da exposição.

“Eu já via a presença do Corpo de Bombeiros, a presença da Vigilância Sanitária, do Procon e aí também da Guarda Municipal, Bombeiros e serviços e de uma segurança privada contratada por uma empresa.”

Para ele, essa integração contribui para que diferentes necessidades sejam observadas durante a realização da festa.

Estacionamento também entra no planejamento

A ampliação do estacionamento foi outro ponto mencionado por Aldo.

Com mais pessoas chegando ao Parque de Exposições, a preocupação com segurança não pode ficar restrita à parte interna do evento.

“A gente já tem estacionamento maior, isso demanda um trabalho de segurança pública também nesses estacionamentos.”

Aldo considera necessário garantir que o visitante possa chegar e sair do parque com tranquilidade.

Trânsito nas vias de acesso

Além dos estacionamentos, o trânsito nas proximidades do Parque de Exposições também exige atenção.

Aldo citou a atuação da Polícia Rodoviária Federal na BR-324 e da Superintendência Municipal de Trânsito na Avenida Noide Cerqueira.

Para ele, o aumento do público torna ainda mais importante o planejamento das vias de acesso e saída do parque.

Ministério Público pode contribuir

Aldo Rodrigues também falou sobre a participação do Ministério Público no planejamento de grandes eventos.

Ele explicou que a intenção não seria interferir na organização da Expofeira, mas estabelecer um diálogo com o município e os demais envolvidos.

“A gente já começa a pensar, a nível de Ministério Público, na necessidade de termos também de dialogar com o município, com os envolvidos.”

Ele reforçou que a proposta é contribuir.

“Não é para ditar as regras, não, porque isso aqui eles sabem fazer muito bem. É para nos colocar à disposição, como Ministério Público, daquilo que a gente possa contribuir.”

Prevenção deve ser prioridade

Para Aldo, grandes eventos precisam trabalhar principalmente com prevenção.

Ele citou uma frase que costuma utilizar ao falar sobre a atuação do Corpo de Bombeiros.

“A tragédia pode não acontecer, ela vai acontecer, só não sabe se o dia.”

A mesma lógica, segundo ele, pode ser aplicada à criminalidade e a outras situações que possam comprometer a segurança do público.

Por isso, Aldo defende que os responsáveis estejam preparados para diferentes possibilidades.

Monitoramento eletrônico ganha importância

A tecnologia também foi apontada como uma aliada na segurança.

Aldo avaliou que o monitoramento eletrônico presente na Expofeira contribui para acompanhar a movimentação do público e pode ser ampliado nas próximas edições.

“Todo monitoramento eletrônico é bem-vindo, a Expofeira é muito bem monitorada.”

Mas ele ponderou que a estrutura atual precisa ser constantemente avaliada.

“É suficiente? Para hoje pode ser, mas para o futuro pode ser mais ainda que precise disso aqui.”

Tecnologia e presença humana

Apesar de defender o uso de equipamentos e sistemas de monitoramento, Aldo ressaltou que a presença dos profissionais continua sendo necessária.

Para ele, tecnologia e atuação humana precisam caminhar juntas.

O objetivo é ampliar a capacidade de prevenção e oferecer maior tranquilidade para quem visita o evento.

Expofeira mantém perfil familiar

Outro ponto destacado durante a entrevista foi o perfil do público.

Aldo avaliou que a presença de famílias é uma das características importantes da Expofeira.

Ele lembrou que, na edição anterior, não houve, segundo sua avaliação, registros de cenas de violência dentro do parque.

“Ano passado, por exemplo, não tivemos ocorrências aqui dentro. Não tivemos cenas de violência aqui, famílias participando, avós, vovôs participando.”

Para ele, a presença de diferentes gerações reforça a característica de convivência da exposição.

Uma festa diferente de Carnaval e Micareta

Aldo reconheceu que a Expofeira possui características diferentes de eventos como Carnaval e Micareta.

Mesmo assim, ele defendeu que os cuidados com segurança, saúde e estrutura continuem sendo observados.

“Muito embora o perfil dessa festa seja diferente, por exemplo, de uma micareta ou de um carnaval, isso não afasta a necessidade de uma preocupação.”

Segundo ele, o visitante precisa ter tranquilidade durante toda a permanência no parque.

Segurança também na saída

Para Aldo, não basta garantir a segurança dentro do evento.

Ele destacou que o público precisa ter confiança também no momento de deixar o parque e seguir para casa.

“Você sai daqui de noite, você tem que pegar seu carro, você tem que ter a tranquilidade que se você vai chegar no estacionamento, você não vai ter nenhum problema quando você chegar no estacionamento.”

A imprensa como parte da cobertura

Aldo também destacou o trabalho dos profissionais de comunicação que acompanham a Expofeira.

Segundo ele, a imprensa ajuda a apresentar o evento, ouvir os participantes e levar as informações para quem está dentro e fora do parque.

“Vocês da imprensa exercem um papel muito importante em relação a isso, porque vocês demonstram, vocês entrevistam, vocês cobram.”

Ele também ressaltou o alcance da comunicação.

“O alcance de vocês é muito grande.”

Feira de Santana e sua tradição agropecuária

Para Aldo Rodrigues, o fortalecimento da Expofeira também está ligado ao resgate da história agropecuária de Feira de Santana.

Ele defende que o município volte a ocupar uma posição de destaque no setor.

“Sem sombra de dúvida, a gente precisa resgatar a trajetória agropecuária de Feira de Santana.”

Aldo lembrou que a cidade sempre teve importância na realização de exposições e na movimentação do setor.

Feira quer voltar a ser protagonista

Na avaliação de Aldo, a Expofeira pode ser um dos instrumentos para recuperar esse protagonismo.

Ele considera que o evento tem condições de se transformar novamente em uma grande feira de negócios.

“Eu acredito que nós estamos começando a retomar esse papel de protagonista no estado da Bahia de uma feira de grande porte, de uma feira de negócios.”

Máquinas, equipamentos e tecnologia

A presença de empresas ligadas ao agronegócio também foi destacada.

Aldo citou fabricantes e representantes de máquinas, equipamentos, insumos e tecnologias utilizadas no campo.

“Nas grandes empresas do serviço de agropecuária que existem em Feira de Santana, a gente observa aqui na Expofeira os líderes do mercado aqui presentes de máquinas, de equipamentos, de insumos, de tecnologia.”

Ele também mencionou a presença de drones agrícolas como exemplo das novas tecnologias apresentadas durante a exposição.

Agronegócio além da produção

Aldo avalia que a Expofeira não se limita à exposição de animais.

O evento reúne comércio, serviços, tecnologia, inovação, equipamentos e oportunidades para produtores e empreendedores.

Essa diversidade, segundo ele, contribui para transformar o parque em um ambiente de negócios.

Possibilidade de novos grandes eventos

Durante a entrevista, Aldo também avaliou que Feira de Santana pode aproveitar a estrutura existente para receber outros eventos ligados ao agronegócio.

Ele mencionou as mudanças relacionadas ao Parque de Exposições de Salvador e defendeu que Feira possa assumir uma posição ainda mais importante.

“Eu não tenho dúvida que Feira de Santana vai ser o protagonista ainda mais nesse ambiente.”

Fenagro em Feira de Santana?

Aldo chegou a citar a possibilidade de Feira de Santana receber a Fenagro, tradicional evento agropecuário realizado em Salvador.

Para ele, a realização de grandes eventos na cidade poderia gerar impactos positivos para o município.

“Se pudéssemos resgatar e trazer para Feira de Santana a Fenagro também, isso seria muito positivo para a nossa cidade.”

Mais utilização do Parque de Exposições

Outra possibilidade apontada por Aldo é ampliar a utilização do Parque de Exposições ao longo do ano.

Ele avaliou positivamente a perspectiva de o espaço receber diferentes atividades e não ficar restrito apenas ao período da Expofeira.

A ideia, segundo ele, pode contribuir para fortalecer ainda mais Feira de Santana como polo de eventos agropecuários.

Memória afetiva com a Expofeira

A relação de Aldo com a exposição também passa pela memória.

Ele contou que frequentava o Parque de Exposições desde a adolescência e que, naquela época, a Expofeira era considerada uma das principais festas do ano em Feira de Santana.

“Eu fui adolescente aqui nessa cidade, isso aqui era o auge, uma das festas do ano, isso aqui sempre foi o auge.”

Segundo ele, era comum permanecer no parque durante todo o dia.

“A gente passava desde o início da manhã até a noite, passeando, batendo papo.”

Resgate cultural para as novas gerações

Para Aldo, recuperar a força da Expofeira também significa preservar uma tradição para as novas gerações.

Ele defendeu que seus filhos e os filhos de outros moradores possam vivenciar o evento com a mesma tranquilidade que marcou sua adolescência.

“É preciso se resgatar que os meus filhos, os nossos filhos consigam ter de volta aquela tranquilidade aqui nessa feira.”

Empreendedorismo dentro da Expofeira

Além de acompanhar o evento, Aldo Rodrigues também participa como empreendedor.

Ele falou sobre a satisfação de desenvolver uma atividade comercial e destacou que o empreendimento representa mais do que uma possibilidade de retorno financeiro.

“Paixão, entusiasmo, inquietude, assim, ser prazeroso, fazer uma atividade, buscar uma atividade que traz um retorno, não necessariamente financeiro, mas de prazer, de elogios dos colegas, dos amigos, as pessoas que conhecem o produto.”

Família participa do negócio

A atividade também ganhou espaço dentro da família de Aldo.

Ele contou que os familiares acompanham o projeto, incentivam o negócio e participam da divulgação.

“A família já está inserida nesse modelo, a família torce pra isso, a família cumpre o seu papel, a família incentiva, a família participa sobretudo.”

De forma descontraída, ele contou que a filha de 12 anos também participa da divulgação.

“Minha menina de 12 anos fazendo o papel de blogueirinha, tá fazendo a propaganda.”

Novo formato para venda do produto

Na Expofeira, Aldo também apresentou um novo modelo de comercialização do produto.

Segundo ele, o negócio não possui um ponto fixo e trabalha com distribuidores em Feira de Santana, Salvador e também em outras localidades.

A novidade é um carrinho que permite a venda direta ao consumidor.

“Inaugurando esse novo modelo, desse carrinho aí, de uma forma de servir o milho numa embalagenzinha, num potinho, como se fosse aquele potinho de açaí.”

Praticidade e sustentabilidade

O novo formato foi pensado para facilitar o consumo e, ao mesmo tempo, manter cuidados relacionados à higiene.

Aldo também destacou a preocupação com a sustentabilidade.

“Já pronto para o consumo, recheado, bem higiênico, biodegradável, com uma sustentabilidade sempre à frente.”

Feedback positivo do público

Segundo Aldo, a participação na Expofeira tem permitido receber diretamente a opinião dos consumidores.

Ele afirmou que os retornos têm sido positivos.

“Graças a Deus, os feedbacks são os melhores possíveis, a população sempre gostando, elogiando.”

Para ele, esse reconhecimento é um dos fatores que estimulam a continuidade do projeto.

Crescer, mas com responsabilidade

Mesmo demonstrando entusiasmo com o empreendimento, Aldo ressaltou que pretende manter o crescimento de maneira responsável.

Ele explicou que sua principal atividade continua sendo no Ministério Público e que, por isso, existe um limite para a expansão do negócio.

“Eu não posso crescer demais porque a minha atividade principal é o Ministério Público.”

Ainda assim, ele afirmou que pretende continuar investindo.

“Eu não vou parar, isso aqui pra mim é prazeroso, eu não vou parar.”

Expofeira como oportunidade para Feira

Ao reunir produtores, empresas, empreendedores, visitantes e novas tecnologias, a Expofeira se consolida, na avaliação de Aldo Rodrigues, como um espaço que pode ir além da tradição.

A exposição pode funcionar como uma plataforma de negócios e também como instrumento para fortalecer a imagem de Feira de Santana no cenário agropecuário da Bahia.

O desafio, segundo ele, é continuar crescendo sem perder a organização e a capacidade de oferecer segurança e tranquilidade ao público.

Um novo momento para a Expofeira

Aldo Rodrigues avalia que a edição de 2026 representa um novo momento para a exposição.

O aumento da participação, a diversidade de empresas e a movimentação do público apontam, segundo ele, para uma feira que voltou a ocupar espaço de destaque.

“Se o sucesso foi ano passado, esse aqui nós estamos no segundo dia. Espera-se que o sucesso, estima-se inclusive, e pelo arriar das malas aqui já se vê que o sucesso é maior, será maior do que o do ano passado.”

Para Aldo, Feira de Santana tem condições de ampliar ainda mais esse protagonismo.

E, diante do crescimento registrado, a expectativa é que o chamado “sarrafo” fique cada vez mais alto nas próximas edições.

“O sarrafo cada ano aumenta, e a gente evidentemente que vai continuar apoiando, estando presente, divulgando, e comparecendo sempre aqui, quando a gente pode estar nessa festa aqui, grande relevância para a Feira de Santana.”

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