Tecnologia amplia monitoramento
A segurança da 47ª Expofeira conta este ano com o reforço de novas tecnologias de monitoramento. O CICOM está utilizando uma Plataforma de Observação Elevada, equipada com câmeras, para acompanhar a movimentação no Parque de Exposições João Martins da Silva.
Em entrevista a Miro Nascimento, o coordenador do CICOM em Feira de Santana, Major Victor Espírito Santo, explicou como a estrutura está sendo utilizada durante o evento.
“A gente vai estar aqui, além daquele suporte técnico de rádio, que as patrulhas da Polícia Militar utilizam rádio, a gente vai estar inovando este ano com o emprego da POE, que é a Plataforma de Observação Elevada.”
Segundo o Major, o veículo conta atualmente com nove câmeras e existe uma avaliação técnica para a instalação de mais seis equipamentos nos portais de acesso ao parque.
“Além de ter nove câmeras acopladas a ele, nós temos também a previsão, estamos em avaliação técnica, de instalar mais seis câmeras nos portais de acesso do Parque de Exposições.”
Reconhecimento facial nos acessos
Uma das principais novidades é a possibilidade de utilização do reconhecimento facial nas entradas do Parque de Exposições. A tecnologia poderá identificar pessoas e verificar se há registros de mandados de prisão em aberto.
“Onde qualquer pessoa que adentrar ao evento passará por essa imagem que o nosso sistema analítico fará o reconhecimento facial dessa pessoa e verificará se ela tem algum mandado de prisão em aberto.”
O sistema foi planejado para atuar principalmente de forma preventiva, aumentando a capacidade de identificação de pessoas procuradas pela Justiça.
Integração entre Estado e município
O trabalho realizado durante a Expofeira também envolve a integração entre os sistemas de videomonitoramento do Estado e do município.
De acordo com o Major Victor Espírito Santo, existe um termo de cooperação técnica entre a Secretaria da Segurança Pública e a Prefeitura de Feira de Santana para o compartilhamento de imagens.
“A gente já faz essa parceria, atuamos em conjunto para efetuar um melhor monitoramento e segurança da cidade.”
A integração permite que as equipes tenham acesso a diferentes estruturas de monitoramento e possam trabalhar de maneira coordenada.
Plataforma está em ponto estratégico
A localização da Plataforma de Observação Elevada dentro do parque também foi definida de forma estratégica. O equipamento está em uma região central, próxima às principais entradas.
“A gente escolhe geralmente o local para estacionar nosso veículo, analisando principalmente a viabilidade técnica, bem como a questão de ter uma visibilidade, uma ostensividade, que isso também contribui para o policiamento preventivo.”
O Major explicou que a posição facilita o acompanhamento da movimentação de pessoas.
“As três principais entradas convergem para esse local aqui. A gente consegue utilizar melhor a estrutura de câmeras e estrutura tecnológica que o equipamento, que o veículo tem.”
Alerta aciona protocolo de segurança
Em caso de uma possível identificação de pessoa com mandado de prisão, o procedimento não ocorre de forma automática. O sistema emite um alerta e os profissionais responsáveis fazem uma conferência antes de qualquer abordagem.
“O nosso protocolo é bem rigoroso e bem criterioso para que a gente não cometa equívocos em justiça.”
O policial responsável pelo monitoramento verifica se o mandado continua válido.
“Primeiro ele vai confirmar se aquele mandado de prisão daquele cidadão está válido ainda.”
Somente após a confirmação a equipe mais próxima é acionada.
“Ao confirmar, a gente aciona a guarnição da polícia mais próxima. Ou então da Guarda Municipal também, que sempre nos dá apoio.”
Sistema emite alerta sonoro e visual
O reconhecimento é acompanhado por um sistema de alerta que chama a atenção do profissional responsável pelo monitoramento.
“Soa um alarme tanto sonoro quanto visual. Para vocês, que estão aqui no monitoramento na central.”
A partir do alerta, o policial treinado para essa função realiza a consulta e, se confirmada a existência do mandado válido, comunica a ocorrência pelo rádio.
“Ele vai acessar o Banco Nacional de Mandados de Prisão, vai confirmar, e aí ele vai, através do rádio, acionar uma patrulha mais próxima para que a gente possa efetuar a captura desse foragido.”
Tempo de resposta
O tempo necessário entre a identificação e a chegada da equipe pode variar conforme as condições de cada ocorrência. A velocidade da internet e a localização das equipes são alguns dos fatores considerados.
O Major destacou, porém, que eventos realizados em espaços delimitados podem facilitar a resposta.
“Quando é na cidade, às vezes pode levar um tempo um pouco maior. Porque quem passa ali passa em velocidade, ou passa em movimentos.”
Como exemplo da eficiência desse tipo de tecnologia, ele citou uma experiência anterior.
“Nos festejos juninos de Conceição de Jacuípe, a gente conseguiu efetuar a prisão de cinco foragidos.”
CICOM também apoia investigações
Além do monitoramento preventivo, as imagens captadas pelos sistemas também podem auxiliar investigações e outras ações das forças de segurança.
“O sistema de câmeras, além dessa estrutura preventiva de monitoramento, nós também damos apoio a investigações das três forças, das quatro forças quando são nos demandam.”
O compartilhamento de informações entre Estado e município é apontado como uma ferramenta para ampliar a capacidade de resposta.
Integração entre órgãos públicos
O CICOM também atua no acionamento de diferentes órgãos diante de uma mesma ocorrência. Uma chamada feita por um cidadão pode mobilizar, simultaneamente, equipes de diferentes áreas.
O Major utilizou uma ocorrência de incêndio como exemplo.
“A gente vai acionar a PM para confirmar essa ocorrência. A gente vai deslocar o bombeiro pra debelar as chamas. A gente vai pedir apoio à SMT para isolamento do trânsito. SAMU pra socorrer algum ferido.”
A proposta é fazer com que os órgãos públicos atuem de forma integrada para reduzir o tempo de atendimento.
Monitoramento durante toda a Expofeira
A estrutura do CICOM permanecerá no Parque de Exposições durante todos os dias do evento, oferecendo suporte às equipes responsáveis pelo policiamento e monitoramento.
“Todos os dias, estaremos aqui dando a nossa contribuição para que o evento transcorra da melhor forma possível.”
Com o reforço das câmeras, da identificação facial e da integração entre os sistemas de segurança, a tecnologia passa a ser mais uma ferramenta utilizada para ampliar o monitoramento e a prevenção durante a 47ª Expofeira de Feira de Santana.