Sucesso e movimentação no Parque de Exposições
A 47ª Expofeira tem sido marcada pela grande movimentação no Parque de Exposições João Martins da Silva, reunindo animais, expositores, famílias e visitantes durante os dias de programação. A estrutura e a organização do evento também foram destacadas por representantes do município.
O procurador do município, Guga Leal, avaliou positivamente o resultado da exposição e destacou o trabalho realizado ao longo do ano para preparar o evento.
“Você vê o parque habitado, da forma que está sendo habitado, com animais, com pessoas, com estandes, com expositores. Muito bonito realmente o parque que está, e estão de parabéns todos os organizadores.”
Segundo Guga, o resultado é consequência de um planejamento iniciado antes da realização da feira, envolvendo diferentes órgãos da administração municipal.
“O ponto alto é o empenho do prefeito, juntamente com o secretário Silvanei. O empenho que a gente já vinha trabalhando durante o ano inteiro. A Procuradoria, a Secretaria de Administração, todos os órgãos envolvidos.”
Credibilidade e crescimento da Expofeira
Guga Leal também relacionou o aumento da participação de expositores à credibilidade conquistada pela Expofeira e pela Prefeitura de Feira de Santana.
“Eu frequento há muitos anos a Expofeira e eu nunca tinha visto, ultimamente, tantos expositores como está tendo nesse momento.”
Para ele, outro destaque é a presença das famílias, que transformam o evento em um espaço de convivência e lazer.
“A exposição é uma festa de famílias. Está vindo aqui eu com a minha família, as pessoas vindo também com as famílias durante o dia e durante a noite. Então é uma festa que você não vê nenhum tipo de confusão.”
Estacionamento e desafios para os próximos anos
A ampliação do estacionamento também foi lembrada durante a avaliação do evento. De acordo com Guga Leal, a Prefeitura ampliou significativamente a área destinada aos veículos, mas ainda existem pontos que podem ser aperfeiçoados.
“Você vê que a Prefeitura se preocupou em aumentar o estacionamento. Cinco vezes mais. É a credibilidade, as pessoas que entenderam que o estacionamento estava maior e vieram também para a exposição.”
O procurador reconheceu que, mesmo com a ampliação, houve momentos de espera e congestionamento, e afirmou que a experiência deve servir como aprendizado para as próximas edições.
“A ideia é tentar melhorar cada ano. Cada ano o Silvanei vai tirando o que de bom teve e o que de ruim teve para tentar melhorar para o próximo.”
Acesso pela BR-324 e disputa judicial
Um dos assuntos que voltou ao centro do debate durante a Expofeira foi o acesso ao Parque de Exposições pela frente localizada às margens da BR-324.
Guga Leal explicou que a questão é antiga e envolve uma determinação judicial relacionada à segurança do acesso pela rodovia.
“Eu estou na Procuradoria há aproximadamente quatro anos e lá, quando cheguei, já existia um processo. O processo já está em fase de recurso, já está no STJ.”
Segundo ele, o município tem cumprido a determinação judicial, ao mesmo tempo em que busca alternativas por meio dos recursos apresentados.
“É uma determinação judicial, e essa determinação a gente cumpre, recorre, mas cumpre. É o que cabe a gente estar fazendo, e a gente está fazendo.”
Moura Pinho relembra origem da discussão
Ex-procurador do município, Moura Pinho também participou da discussão e relembrou o contexto do processo envolvendo o acesso ao parque.
Segundo ele, a questão teve origem em uma demanda relacionada à segurança viária e à movimentação de veículos na BR-324.
“Isso foi uma demanda da Polícia Rodoviária Federal, que entendia que aquela movimentação… Teve Ministério Público também na época, mas o determinante mesmo foi o pedido da Polícia Rodoviária Federal no sentido de que se vedasse o acesso ao parque pela 324, dada a possibilidade de acidente.”
Moura Pinho, no entanto, defende que o problema pode ser solucionado por meio de adequações na própria estrutura viária, sem necessariamente impedir completamente o acesso.
“É uma coisa que eu acho que pode ser resolvida com uma pista de desaceleração e com o isolamento da faixa de rolamento da pista mesmo.”
Pista de desaceleração como alternativa
Para o ex-procurador, a existência de espaço e de modelos semelhantes em outros pontos da BR-324 demonstra que pode haver uma solução que concilie segurança e acesso ao Parque de Exposições.
“Você não pode inibir, até porque tem uma atividade econômica intensa ali e não se pode prejudicar a atividade econômica apenas para preservação da pista.”
Moura Pinho defende que o acesso seja controlado e estruturado para reduzir riscos.
“Aqui tem espaço, tem recurso suficiente para a gente transitar pela faixa de desaceleração sem causar nenhum transtorno. Lógico que é interessante a gente evitar um fluxo muito grande de pessoas ali, e isso pode ser feito com tapumes, com isolamento.”
Críticas à passarela e ao acesso dos pedestres
Outro ponto levantado durante a entrevista foi a utilização da passarela construída na região de acesso ao Parque de Exposições.
Moura Pinho questionou a lógica de um equipamento criado para garantir a segurança dos pedestres, mas que, segundo ele, não estaria permitindo o acesso direto ao parque.
“O equipamento da passarela foi construído justamente para proteger a população, para ela ter condição de se locomover de um lado para o outro, inclusive sem risco de atropelo, de acidente.”
E completou:
“Então você coloca um equipamento que é para servir ao pedestre, e depois veda a esse pedestre o acesso. É uma incoerência.”
Possíveis alternativas para o fluxo de veículos
Durante a conversa, também foi mencionada a possibilidade de uma saída pela parte posterior do Parque de Exposições, permitindo que veículos deixassem o local sem precisar retornar pela mesma região de acesso.
A discussão envolve a busca por alternativas que possam melhorar a mobilidade durante grandes eventos, especialmente em períodos de maior concentração de público.
Moura Pinho acredita que a questão ainda poderá ser discutida e solucionada futuramente.
“Eu acredito que futuramente nós vamos ter essa liberação, mas restrita a veículos que venham acessar o Senar ou um veículo de serviço e o transporte coletivo, como está sendo feito, com o devido isolamento de forma a evitar a ocorrência de acidentes.”
Expectativa para o futuro
Apesar dos desafios estruturais, os dois representantes avaliaram positivamente a realização da 47ª Expofeira e defenderam que os pontos observados durante o evento sejam utilizados para aprimorar as próximas edições.
Moura Pinho destacou a importância da exposição para Feira de Santana e reforçou o convite para que o público aproveite os últimos momentos do evento.
“Venham todos aí. A exposição está muito bonita, muito movimentada, muita coisa boa para a gente ver.”
A avaliação é de que a Expofeira conseguiu reunir grande público, expositores, famílias e atividades em uma estrutura que apresentou avanços, mas que também deixa desafios para serem enfrentados nas próximas edições.