Biosalgante é apresentado em Feira de Santana como alternativa para redução do consumo de sódio

Uma alternativa para quem deseja reduzir o consumo de sódio sem abrir mão do sabor dos alimentos vem ganhando espaço no mercado brasileiro. O Biosalgante, apresentado pelos distribuidores e representantes Roberto Cajado de Menezes e Nilson Capozzi, é comercializado como um salgante sem sódio e foi desenvolvido com a proposta de substituir o sal tradicional em diferentes preparações.

O produto pode ser utilizado tanto no preparo quanto na finalização dos alimentos e, segundo os representantes, pode ser empregado em receitas como carnes, frangos, peixes, massas, saladas, feijão e feijoada. A proposta é oferecer uma opção para pessoas que precisam controlar a ingestão de sódio ou que simplesmente desejam adotar uma alimentação com menor quantidade do mineral.

Durante entrevista ao Dia a Dia News, os representantes explicaram como surgiu o produto, o processo de desenvolvimento e aprovação, as possibilidades de utilização na cozinha e os projetos de expansão para hospitais e para a indústria alimentícia.

Uma alternativa ao sal tradicional

De acordo com Nilson Capozzi, o produto foi desenvolvido ao longo de vários anos a partir da necessidade de criar uma alternativa capaz de proporcionar sabor salgado sem a utilização do sódio presente no sal de cozinha.

Ele explica que já existiam produtos semelhantes em outros países, mas que o desenvolvimento de uma formulação adequada ao paladar brasileiro exigiu um longo período de estudos.

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“O Biosalgante é um produto que foi desenvolvido já há muitos anos. Nós resolvemos enfrentar esse desafio porque existem produtos similares nos Estados Unidos e na Europa.”

Segundo Nilson, a equipe decidiu desenvolver uma formulação própria, levando em consideração as características do consumidor brasileiro.

“Resolvemos desenvolver uma formulação melhor, mais saborosa, mais segura e enfrentamos um período de quase 10 anos para conseguir fazer desenvolvimento.”

O produto é apresentado pelos representantes como o primeiro salgante sem sódio aprovado no Brasil.

Desenvolvimento e aprovação

Roberto Cajado de Menezes explica que a ideia de desenvolver o produto surgiu a partir do contato com empresas estrangeiras interessadas em trazer salgantes para o mercado brasileiro. Segundo ele, essas empresas encontraram dificuldades relacionadas às exigências regulatórias.

A partir daí, a empresa brasileira decidiu investir no desenvolvimento de uma formulação própria.

“Nós compramos essa proposta, investimos no desenvolvimento de uma fórmula que fosse adequada para o paladar do brasileiro, que é um paladar exigente. O brasileiro gosta de comida saborosa.”

O processo envolveu estudos científicos e clínicos, incluindo uma pesquisa realizada na Escola Paulista de Medicina.

“Desenvolvemos um estudo científico na Escola Paulista de Medicina. Foi a única empresa que fez isso.”

Segundo Roberto, os estudos foram reunidos a outros documentos científicos e clínicos realizados em diferentes partes do mundo e apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

O representante afirma que foram anos de trabalho até a aprovação.

“Nós levamos 9 anos labutando com a Anvisa a fim de aprovar esse produto, essa categoria de salgante.”

De acordo com ele, o processo também contribuiu para a criação da categoria de “salgante” no mercado brasileiro.

“Essa categoria salgante, ela não existia. Foi criada por nós e hoje existe a categoria salgante no Brasil. E nós somos o pioneiro.”

Roberto também explicou que, posteriormente, o produto passou por uma nova etapa regulatória e deixou de exigir registro específico, seguindo uma classificação semelhante à de outros produtos alimentares.

Zero sódio na formulação

Um dos principais diferenciais apresentados pelos representantes é a ausência de sódio na composição do produto.

Nilson destaca que o Biosalgante não deve ser confundido com opções como sal marinho ou outros tipos de sal, que continuam contendo sódio.

“Zero sódio, não tem sódio nenhum. Vai dizer, ‘ah, mas quanto de sódio tem aí?’ Nenhum.”

Segundo os representantes, a proposta não é afirmar que o sódio deve ser completamente eliminado da alimentação, mas oferecer uma alternativa para reduzir o consumo excessivo.

Roberto cita a recomendação da Organização Mundial da Saúde de limitar a ingestão diária de sal e chama atenção para o consumo elevado de sódio na alimentação cotidiana.

“A gente precisa de sódio. Está no organismo. Só que a gente precisa de duas gramas. A gente não precisa exagerar.”

Os representantes relacionam o consumo excessivo de sódio ao aumento dos riscos associados à hipertensão e às suas consequências, destacando a importância da adoção de hábitos alimentares mais equilibrados.

O desafio do consumo excessivo de sódio

Para os empresários, o consumo de sódio não está apenas no sal colocado diretamente sobre a comida. Grande parte da ingestão diária pode vir de alimentos industrializados e preparados.

Nilson chama atenção para a mudança nos hábitos alimentares, principalmente entre os mais jovens, que passaram a consumir com maior frequência alimentos prontos ou processados.

“Eles compram comida pronta.”

Segundo ele, esses alimentos podem apresentar quantidades elevadas de sal, fazendo com que o consumidor ultrapasse facilmente o limite recomendado.

“Cada vez mais a comida que entra dentro da casa deles e vai pra barriga deles é a comida que já está feita ali em algum lugar.”

Os representantes também lembram que produtos industrializados, inclusive bebidas e snacks, podem conter sódio. Por isso, defendem que o consumidor tenha atenção às informações nutricionais presentes nos rótulos.

Uso na cozinha

O Biosalgante, segundo os representantes, pode ser utilizado em diferentes etapas do preparo. É possível adicionar o produto durante o cozimento ou utilizá-lo depois que a comida estiver pronta.

Entre os alimentos citados estão carnes, frangos, peixes, mariscos, massas, saladas, feijão e feijoada.

Roberto afirma que a formulação atual foi desenvolvida para apresentar estabilidade em diferentes tipos de preparo.

“Hoje o Biosalgante tem uma fórmula muito estabilizada, pode ser utilizada no alimento pronto pra temperar após o alimento tá pronto, você pode levar ao forno, cozinhar, fazer o feijão, churrasco.”

O produto também pode ser usado em preparações como churrasco, embora os representantes expliquem que a granulometria disponível atualmente seja mais fina que a de alguns tipos de sal grosso.

Ainda assim, segundo Roberto, é possível temperar carnes para churrasco utilizando o produto.

Quantidade utilizada

Uma das orientações apresentadas durante a entrevista é que o consumidor comece utilizando pequenas quantidades até encontrar a medida adequada ao próprio paladar.

Isso acontece porque, segundo os representantes, o poder de salga do produto é elevado.

“A gente recomenda, como o Cajado disse, é bom a pessoa começar com pouco, fazendo e ajustando.”

A recomendação é adicionar o produto gradualmente, experimentar e aumentar a quantidade até atingir o sabor desejado.

“Você vai adicionando aos poucos no alimento e na sequência você vai pegando aquele gosto apurado.”

Os representantes alertam que o excesso também pode resultar em uma salga muito intensa.

Sabor e testes com consumidores

Uma das principais preocupações durante o desenvolvimento foi justamente manter o sabor característico do sal nos alimentos.

Segundo os representantes, a formulação passou por diferentes etapas de aprimoramento. Um dos primeiros desenvolvimentos contou com a participação de um cientista ligado à Universidade de São Paulo.

Posteriormente, uma nova reformulação foi realizada com o objetivo de aprimorar a fórmula.

“A gente depois fez uma reformulação para tentar melhorar ainda mais, visto que tinha tecnologia, novos ativos, o mundo melhorou, a oferta de possibilidades ampliaram e a gente fez um ajuste na formulação.”

De acordo com os empresários, o produto também foi submetido a testes cegos de degustação.

Em uma dessas experiências, diferentes preparações foram servidas a um grupo de pessoas sem informar que parte do sal tradicional havia sido substituída.

“A gente chama teste cego. A pessoa come tudo, repete, tá ótimo. Então, provavelmente, ninguém vai notar que houve uma substituição.”

Para os representantes, o objetivo é fazer com que a redução do sódio não represente necessariamente uma perda de sabor.

Eles também recomendam combinar o produto com outros temperos, como ervas, alho, coentro, pimenta, limão, vinagre e azeite.

Possibilidades para a indústria alimentícia

A utilização do Biosalgante não está restrita às cozinhas domésticas. Segundo os representantes, empresas da indústria alimentícia já demonstraram interesse na utilização do produto.

A proposta pode envolver a substituição integral do sal ou a criação de misturas, conhecidas como blends, combinando sal tradicional e Biosalgante em diferentes proporções.

“Às vezes 100%, às vezes um blend. Colocar uma parte de sal e uma parte de Biosalgante.”

Entre os produtos que podem receber a formulação estão pães, farofas, massas e snacks.

Os representantes afirmam que o interesse da indústria também está relacionado ao comportamento de consumidores que passaram a observar com mais atenção os rótulos dos alimentos.

“Cada vez está maior essa presença de consumidores no mercado, olhando o rótulo dos alimentos.”

A possibilidade de utilização em alimentos industrializados abre uma frente de expansão para o produto.

Hospitais e alimentação de pacientes

Outro segmento que despertou o interesse dos representantes é o hospitalar. Durante a visita a Feira de Santana, eles relataram ter participado de uma reunião no Hospital Clériston Andrade para apresentar a proposta.

A discussão envolve a possibilidade de utilização do produto na alimentação de pacientes que precisam controlar o consumo de sódio.

Roberto afirma que existe também uma preocupação com a aceitação da comida hospitalar pelos pacientes.

“Hoje o Biosalgante é um produto pronto para qualquer prato.”

Os representantes defendem que tornar a alimentação hospitalar mais saborosa pode contribuir para que o paciente aceite melhor as refeições, embora qualquer mudança na dieta de pacientes deva seguir orientação dos profissionais responsáveis pelo atendimento.

Segundo eles, também existe interesse em desenvolver materiais específicos para esse público.

“Hoje a gente inclusive disponibilizou para o pessoal do hospital um livro de receitas focado na alimentação hospitalar.”

Preocupação com a continuidade do tratamento

Durante a entrevista, os representantes também abordaram a dificuldade de alguns pacientes em manter mudanças na alimentação depois da alta hospitalar.

A preocupação, segundo eles, é que uma pessoa internada por causa de um problema relacionado à pressão arterial possa voltar aos hábitos anteriores após deixar o hospital.

A proposta apresentada é utilizar alternativas alimentares como parte de uma mudança mais ampla de hábitos, sempre dentro das orientações médicas e nutricionais.

“Então é preciso que essa pessoa mude os hábitos alimentares dele.”

Os representantes também mencionaram a possibilidade de estabelecer relações com hospitais, planos de saúde e outras instituições interessadas em ações preventivas.

Mercado fitness e alimentação equilibrada

O público que pratica atividades físicas também é apontado como um dos grupos que demonstram interesse pelo produto.

Nilson explica que pessoas ligadas ao universo fitness costumam ter maior preocupação com alimentação e consumo de sódio.

“Existe um livro de receitas focado para o público fitness, que aliás é um público que já se preocupa muito com o excesso de sódio.”

Além do público fitness, os representantes citam consumidores que desejam reduzir o consumo de sal por diferentes motivos e pessoas interessadas em uma rotina alimentar mais equilibrada.

A orientação, no entanto, é que pessoas com hipertensão ou outras condições de saúde não substituam tratamentos médicos ou dietas prescritas apenas pela utilização do produto.

Receitas e conteúdo para os consumidores

Para facilitar a adaptação ao novo produto, os representantes afirmam que já existe uma coleção de receitas com diferentes possibilidades de utilização.

“Temos um livro com 252 receitas. Aí você tem café da manhã, massa, tem de tudo.”

O conteúdo também está disponível em canais digitais, com receitas, vídeos e orientações de preparo.

A ideia é mostrar ao consumidor que o produto pode ser utilizado em diferentes refeições e não apenas como um substituto direto do sal colocado à mesa.

Onde encontrar em Feira de Santana

Segundo os representantes, o Biosalgante já pode ser encontrado em alguns estabelecimentos comerciais de Feira de Santana, incluindo supermercados, lojas de produtos naturais e farmácias.

Durante a entrevista, também foi informado que o produto pode ser adquirido pela internet, inclusive por meio do Mercado Livre e do site oficial divulgado pelos representantes.

Produto brasileiro

Outro aspecto destacado durante a conversa é a origem nacional do produto. Segundo os representantes, o Biosalgante foi desenvolvido no Brasil e a formulação é brasileira.

“Biosalgante é um produto eminentemente brasileiro.”

Questionados sobre exportação, os representantes afirmaram que ainda não há uma operação consolidada, embora existam conversas com outros mercados.

Para os empresários, Feira de Santana representa uma região estratégica para a expansão do produto, especialmente pelo papel econômico e pela localização do município.

Redução do sódio como mudança de hábito

Ao longo da entrevista, os representantes reforçaram que a proposta do Biosalgante está ligada a uma mudança gradual na relação das pessoas com o sal.

A intenção, segundo eles, é oferecer uma alternativa para quem precisa ou deseja reduzir o consumo de sódio, mantendo a possibilidade de preparar alimentos saborosos.

A mudança, porém, não depende apenas de um produto. A alimentação equilibrada envolve escolhas diárias, atenção aos rótulos, redução do consumo de alimentos ultraprocessados e acompanhamento profissional quando houver alguma condição de saúde.

A chegada do Biosalgante a Feira de Santana amplia o debate sobre o consumo de sódio e apresenta ao consumidor uma nova possibilidade para preparar as refeições, conciliando a busca por redução do sal com a manutenção do sabor dos alimentos.

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