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Psicóloga relata experiência após diagnóstico de câncer de mama e destaca importância do acolhimento

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Receber o diagnóstico de câncer de mama é um momento que pode trazer medo, insegurança e muitas dúvidas sobre o futuro. Para a psicóloga Karla Amaral, a descoberta da doença marcou uma fase delicada, que exigiu força emocional e adaptação diante de uma nova realidade.

Em um relato sobre sua experiência, Karla fala sobre como recebeu a notícia, os sentimentos que surgiram naquele momento e os desafios de lidar com o diagnóstico.

“Foi inicialmente… A gente acredita que não vai acontecer com a gente. Então, receber um diagnóstico de câncer, ainda mais sendo muito jovem, assusta. E a primeira coisa em que a gente pensa é que o câncer está atrelado à morte”, relata.

Ela acrescenta que, apesar do medo inicial, o acesso à informação e o apoio de profissionais e familiares contribuíram para tornar o processo mais leve.

“Então, inicialmente, é muito medo. Mas, depois que vamos tendo acesso à informação, conhecendo alguns profissionais e contando com toda a rede de apoio, as coisas vão se tornando mais leves. Mas, inicialmente, é um baque”, afirma.

Apoio familiar e mudanças na rotina

Karla também destaca a importância do apoio da família após o diagnóstico e conta como precisou reorganizar a vida para enfrentar o tratamento.

“Foi recalculando a rota. A gente tem a tendência de planejar muito a nossa vida e, quando algo acontece de maneira abrupta, desorganizando esse processo, precisamos dar um passo para trás e recalcular. Então, tive que mudar algumas coisas em relação ao meu trabalho e à minha rotina. Também precisei lidar com as respostas ao tratamento e com as dores emocionais da minha família, porque isso gera um impacto, obviamente”, explica.

Apesar dos desafios, a psicóloga ressalta que se sentiu amparada durante o processo.

“Graças a Deus, tive muito apoio do meu filho, da minha mãe, do meu pai e da minha família. Então, me senti muito amparada e acolhida”, conta.

Autocuidado e valorização pessoal

Ao final do relato, Karla deixa uma mensagem sobre a importância do autocuidado e de reconhecer as próprias necessidades, mesmo diante das responsabilidades do dia a dia.

“É muito importante a gente se cuidar, se colocar como prioridade e se amar. Vejo muito discurso sobre a necessidade de nos colocarmos como prioridade, mas, às vezes, isso é colocado como se precisássemos esquecer as outras pessoas. Não. As duas coisas podem coexistir. O que não pode é a gente se anular em prol das outras coisas, dos nossos papéis sociais. Sou mãe, sou profissional, sou amiga, mas, antes de tudo, sou uma mulher, sou uma pessoa que merece cuidado. Então, é importante nos priorizarmos nesse sentido”, destaca.

O relato de Karla Amaral reforça que falar sobre o câncer de mama também é falar sobre acolhimento, informação e cuidado. A conscientização e o diagnóstico precoce são fundamentais para ampliar as possibilidades de tratamento e aumentar as chances de sucesso.

Mais do que compartilhar os desafios de enfrentar a doença, histórias como a da psicóloga evidenciam a importância do apoio emocional e familiar, além de lembrar que ninguém precisa passar por esse processo sozinho.

Com informações, escrita e fotos:Fernanda Martins

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