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Campanha contra o feminicídio ganha força nos estádios baianos durante o Campeonato Baiano

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A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) lançou uma ampla campanha de enfrentamento ao feminicídio durante o Campeonato Baiano de Futebol, unindo o alcance do esporte mais popular do país à mobilização social contra a violência de gênero. A iniciativa, articulada pelo governador Jerônimo Rodrigues, envolve clubes, atletas, a TVE e a Federação Bahiana de Futebol, com ações de conscientização transmitidas ao longo dos 48 jogos do campeonato.

A secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, destacou a importância da estratégia ao lembrar que, infelizmente, os dias de jogos costumam registrar aumento de até 25% nos casos de violência contra a mulher. “A gente juntou a disputa do futebol com outra disputa que a sociedade precisa travar: a disputa contra a violência que se abate sobre as mulheres”, afirmou durante a Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, realizada em Feira de Santana.

Apesar da redução nos casos de feminicídio na Bahia nos últimos dois anos, os números ainda preocupam. Em 2023, 103 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no estado. “Não é motivo de comemoração. Ainda é um número muito alto”, ressaltou a secretária.

A campanha conta com vídeos e mensagens exibidas durante as transmissões da TVE, que está transmitindo todos os jogos do campeonato em diversas regiões do estado, como Salvador, Feira de Santana, Ilhéus e Juazeiro. Clubes como Bahia, Vitória e Atlético de Alagoinhas participaram da produção de materiais, com atletas — figuras públicas de grande visibilidade — convocando os homens à reflexão.

“Violência contra a mulher não é normal. E o feminicídio não é um problema das mulheres, é um problema dos homens”, enfatizou Neusa Cadore. Segundo ela, embora as mulheres tenham se mobilizado e denunciado cada vez mais, é fundamental promover uma mudança cultural que leve os homens a respeitarem a autonomia, a vida e os direitos das mulheres.

A ação faz parte do pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio, articulado com o Governo Federal. Na Bahia, a mobilização seguirá em outros grandes eventos populares, como o Carnaval, com ações previstas já nos próximos dias no Pelourinho.

“A mudança não acontece da noite para o dia. É um trabalho de longo prazo, de transformação da cultura, mas precisa ser feito”, concluiu a secretária, reforçando o compromisso do Governo da Bahia com o fim da violência contra as mulheres.

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