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Feira de Santana vive novo ciclo cultural com entrega de equipamentos e requalificação histórica

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Feira de Santana vive um dos momentos mais expressivos de sua história recente no campo cultural.

A cidade passa por um processo de fortalecimento de sua infraestrutura artística, com entrega de novos equipamentos, requalificação de espaços tradicionais e investimentos que consolidam o município como um dos principais polos culturais do interior da Bahia.

Durante entrevista ao programa Dia a Dia News, o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, destacou que Feira ocupa posição estratégica dentro da política cultural estadual.

Segundo ele, investir na cidade significa fortalecer toda a dinâmica cultural da região.

“Tudo o que acontece em Feira reverbera para outros territórios. Assim como o Hospital Clériston Andrade é referência regional na saúde, Feira exerce papel semelhante na cultura.”

O principal símbolo desse novo momento é a entrega do Complexo Cultural Carro de Boi, prevista para o fim deste mês.

Com investimento de R$ 7,5 milhões e 98% das obras concluídas, o equipamento chega como uma das mais importantes intervenções culturais recentes no município.

O espaço foi projetado para reunir múltiplas possibilidades de ocupação artística.

Entre as estruturas previstas estão anfiteatro, parque cultural, áreas destinadas à realização de feiras, exposições, apresentações teatrais, rodas de capoeira e outras manifestações culturais.

Um dos pontos de maior simbolismo para a população será a retomada da tradicional “abóbora”, elemento histórico ligado à memória cultural feirense.

Segundo o secretário, o equipamento foi pensado para ser imediatamente apropriado pelos artistas e pela comunidade.

“Feira tem uma força criativa muito própria. É um espaço pensado para ser ocupado de forma livre e democrática.”

A entrega do Carro de Boi se soma a outros investimentos recentes.

Entre eles está o Teatro do Centro de Convenções, aguardado há mais de duas décadas e hoje já incorporado à agenda de eventos culturais e corporativos da cidade.

De acordo com Bruno Monteiro, a demanda pelo equipamento já supera as expectativas iniciais.

“Há uma fila de solicitações para utilização do espaço, o que demonstra o potencial cultural existente.”

Outro marco foi a reforma do Teatro da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Totalmente modernizado, o espaço é atualmente considerado o maior teatro em funcionamento na Bahia.

O equipamento fortalece a produção artística, acadêmica e extensionista da cidade.

Além disso, o secretário confirmou a reforma completa do Centro Cultural Amélio Amorim.

A intervenção terá investimento aproximado de R$ 7 milhões, com recursos estaduais, federais e emenda parlamentar.

A obra prevê modernização técnica, adequação de acessibilidade e requalificação estrutural.

Segundo Bruno Monteiro, o cronograma foi planejado em etapas para evitar que Feira ficasse sem equipamentos culturais em funcionamento.

“Nós tivemos o cuidado de organizar as entregas e reformas para garantir continuidade.”

A Secretaria de Cultura também pretende manter editais permanentes para assegurar ocupação contínua desses espaços.

A proposta é estimular apresentações, mostras, oficinas, festivais e atividades comunitárias.

“Equipamento cultural só faz sentido quando ocupado pela população.”

Com a ampliação da infraestrutura e o fortalecimento das políticas de fomento, Feira de Santana entra em um novo ciclo cultural.

Mais do que novas estruturas físicas, o município passa a reunir condições concretas para ampliar sua produção artística e consolidar-se como referência cultural no Nordeste.

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