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Deolane é transferida para penitenciária no interior de São Paulo

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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi transferida, na madrugada desta sexta-feira (22/5), da Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na capital paulista, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do estado, Nico Gonçalves. A mudança ocorreu por volta das 5h, quando a advogada deixou a unidade prisional na zona norte da capital.

Deolane estava detida desde quinta-feira (21), após ser alvo da Operação Vérnix, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente. A investigação apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. Segundo os investigadores, a influenciadora teria papel relevante na movimentação financeira da organização criminosa.

Antes da transferência, Deolane estava custodiada na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, considerada a maior unidade prisional feminina do estado. Dados da Secretaria de Administração Penitenciária apontam que o presídio opera acima da capacidade. Conforme a investigação, a advogada seria uma espécie de “caixa” da facção, responsável por auxiliar na ocultação de recursos obtidos ilegalmente.

Em entrevista à CNN Brasil, o promotor Lincoln Gakiya afirmou que Deolane integraria a chamada “nova face” do PCC. Segundo ele, o grupo seria formado por pessoas sem vínculo formal com a facção, mas que atuariam na lavagem de dinheiro e na estrutura financeira da organização. O promotor também citou suposta proximidade da influenciadora com familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os documentos detalhavam supostas dinâmicas internas do PCC e mencionavam uma “mulher da transportadora”, apontada como colaboradora da facção. A partir daí, foram instaurados diferentes inquéritos que culminaram na identificação de empresas e movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.

Durante a Operação Lado a Lado, investigadores apreenderam um celular com conversas e comprovantes bancários que, segundo a polícia, ligariam Deolane a Everton de Souza, investigado por participação no esquema. Os advogados da influenciadora negam irregularidades e afirmam que a prisão preventiva é desproporcional.

Em nota, a defesa declarou confiar na imparcialidade do Poder Judiciário e sustentaram que a influencer é inocente. Já a irmã de Deolane, Daniele Bezerra, classificou a prisão como perseguição e criticou a exposição pública do caso.

Fonte: correio braziliense Foto:Divulgação

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