Trump dá 48 horas para que Hamas aceite acordo de cessar-fogo americano

Foto: White House Archived

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Hamas chegue a um acordo sobre o projeto de cessar-fogo na Faixa de Gaza apresentado por ele no início da semana. Segundo o chefe da Casa Branca, caso o grupo não se manifeste no período, eles encararão “todo o poder” das forças americanas. As informações são da agência britânica Reuters.

“Um acordo precisa ser alcançado com o Hamas até a tarde de domingo, às 18:00 da noite, horário de Washington, D.C”, escreveu Trump em um post feito nesta sexta-feira (3), na sua plataforma Truth Social.

“Todos os países já assinaram! Se esta ÚLTIMA CHANCE de um acordo não for alcançada, todo o poder, de uma forma nunca antes vista, será utilizado contra o Hamas”, completou o presidente americano.

Questionado na quinta-feira (2) se o grupo já havia finalizado sua resposta ao plano de Trump para Gaza, um oficial do Hamas afirmou que “ainda não” e que “intensas discussões ainda estão ocorrendo”. Ainda segundo ele, o grupo também tem dialogado com mediadores do mundo Árabe, como celulas turcas e palestinas, para formar uma “resposta palestina” à proposta americana.

No mesmo dia, Trump já havia afirmado que daria “três ou quatro dias” para que o Hamas aceitasse os termos previstos no documento, que requisita, entre outras coisas, o desarmamento total do grupo – uma demanda já recusada pelo Hamas anteriormente.

O plano ainda trata de um cessar-fogo imediato, troca de refens atualmente no controle do Hamas por prisionerios palestinos de Israel, uma gradual saída das forças de Benjamin Netanyahu de Gaza e a introdução de um governo transcional na região, liderado por um órgão internacional.

Cada vez mais frustrado pela dificuldade de assegurar um cessar-fogo no conflito, promessa de sua campanha em 2024, Trump chegou a descrever o Hamas como uma “ameaça violenta e sem escrúpulos no Oriente Médio”, e que os militantes do grupo que ainda estão em Gaza serão “caçados e mortos” sem acordo prévio, alertando aos “palestinos inocentes” que partam para as areas seguras da Faixa, sem especificar onde elas seriam.

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