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Feira de Santana inicia operação especial de trânsito para o fim de ano

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A Superintendência Municipal de Trânsito de Feira de Santana inicia, a partir de segunda-feira, um conjunto de ações para organizar o fluxo de veículos no Centro e em áreas de grande movimentação comercial durante o período de fim de ano. A informação foi dada pelo superintendente Ricardo da Cunha, que destacou que o planejamento foi antecipado para evitar problemas semelhantes aos registrados no São João.

Segundo ele, no período junino houve congestionamentos severos devido ao aumento de carros por aplicativos e ao excesso de veículos acessando corredores como a Presidente Dutra e a BR-324, o que gerou reflexos até a Avenida Nóide Cerqueira. “Dessa vez fizemos o planejamento antecipado para não sermos pegos de surpresa como no São João”, afirma.

O pacote de ações inclui substituição de placas, reorganização de vagas e proibição de estacionamento em determinadas áreas, deixando apenas pontos de parada rápida.“Nosso maior problema no Centro é a fila dupla. Com esses pontos de parada, isso vai praticamente acabar. As pessoas vão ter onde parar, mas não poderão estacionar”, explica o superintendente.

A SMT também vai dobrar o efetivo de agentes no Centro. Ricardo reforça que a meta não é aumentar multas, mas ordenar o trânsito:

“A presença do agente inibe infrações. Queremos apenas que o trânsito flua.”

Sobre o Feiraguai, um dos pontos mais movimentados da cidade no fim do ano, Ricardo afirmou que está preparando um projeto em diálogo com comerciantes.“O espaço para estacionar é insuficiente para a quantidade de visitantes. Vamos precisar de conscientização dos lojistas e do público. Teremos que fazer campanhas orientando as pessoas a não irem de carro, mas utilizarem outros modais de transporte”, destaca.

Ricardo lembra que, quando a orientação vem apenas da SMT, parece impositiva. “Quando o próprio comerciante reforça, fica mais fácil para a comunidade aceitar.”

Sobre os gargalos em bairros como Cidade Nova e áreas como Artemia Pires, Iguatemi, Fraga Maia e João do Val Carneiro, o superintendente afirma que nem sempre há espaço físico para grandes obras.

Ele cita a recente intervenção na Artemia Pires como exemplo de uma obra necessária e realizada após anos de pedidos. “Só o prefeito Zé Ronaldo teve a coragem de fazer. Mesmo com dificuldades, conseguiu licitar e executar.”

Mas em outras regiões, como na Fraga Maia, a solução passa não por novas pistas, mas pela redução do número de veículos circulando.

“Não temos mais vias para tanta quantidade de carros. No Brasil, a média é de uma pessoa por veículo. Precisamos abandonar essa ideia de ir sozinho de carro para todo lugar. Isso é educação para o trânsito, informação e mudança de comportamento.”

Ricardo reconhece que mudanças de comportamento são difíceis após a fase adulta, mas acredita que Feira de Santana está preparada para evoluir:

“A gente conversa diariamente com a população. Temos campanhas educativas mensais. Acredito que o povo de Feira vai se adequar à nova realidade mundial.”

Outro projeto em expansão é o das “direitas livres” — conversões permitidas mesmo com semáforo fechado, quando seguro.

“Tem sido muito bem aceito. Vamos implementar também na Artemia Pires e em outros pontos. Feira merece esse projeto, que dá mais fluidez e comodidade às pessoas.”

Ricardo finalizou agradecendo o espaço e reforçou que o objetivo da SMT é garantir um trânsito mais organizado, seguro e eficiente.

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