Dia Mundial da Voz acende alerta para cuidados com a saúde vocal e prevenção de doenças

No Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, a data chama atenção para a importância de preservar um dos principais instrumentos de comunicação e trabalho. Para a fonoaudióloga Carolina Pamponet, cuidar da voz é também cuidar da saúde e da identidade.

Carolina Pámponet- Fonoaudióloga | Foto: Arquivo Pessoal

“A voz é uma das principais ferramentas de comunicação e trabalho. Cuidar da voz é cuidar da sua identidade e da sua saúde. Pequenas atitudes fazem toda a diferença”, destaca.

A conscientização é ainda mais necessária entre profissionais que dependem diretamente da voz, como radialistas, professores, jornalistas e cantores.

Hábitos que prejudicam a voz

No dia a dia, muitos comportamentos acabam comprometendo a saúde vocal, muitas vezes sem que as pessoas percebam. Carolina Pamponet alerta para práticas comuns que devem ser evitadas.

“Falar alto ou gritar sem preparo vocal é um dos principais hábitos prejudiciais. Isso sobrecarrega as pregas vocais e pode levar a lesões”, explica.

A falta de hidratação também é um fator importante. “Beber pouca água prejudica a lubrificação das pregas vocais, deixando a voz mais seca, rouca e suscetível a falhas”, afirma.

Outro hábito frequente é o pigarro. “Muita gente acha inofensivo, mas o pigarrear constante agride as pregas vocais e pode piorar quadros de irritação”, ressalta.

Além disso, o uso contínuo da voz sem pausas deve ser evitado. “Passar muito tempo falando sem descanso gera cansaço vocal e pode desencadear problemas como fadiga e rouquidão”, pontua.

A especialista também chama atenção para o consumo de algumas substâncias. “O excesso de café, álcool e o cigarro são grandes inimigos da voz, porque ressecam a mucosa do trato vocal, deixando a garganta mais vulnerável”, completa.

Prevenção

Apesar dos riscos, a especialista reforça que a maioria dos problemas pode ser evitada com cuidados simples no dia a dia.

“Beber bastante água ao longo do dia ajuda a manter as pregas vocais lubrificadas, facilitando a vibração e evitando esforço ao falar”, orienta.

Outras medidas também são importantes. “Fazer aquecimento vocal antes de usar a voz de forma intensa, evitar falar com muita intensidade e respeitar pausas ao longo do dia são atitudes simples, mas essenciais”, destaca.

Para quem utiliza a voz como instrumento de trabalho, o acompanhamento profissional pode fazer diferença. “O acompanhamento com o fonoaudiólogo não é só para tratar problemas, mas também para melhorar a performance comunicativa, ajustar a técnica vocal e evitar sobrecargas”, explica.

Sinais de alerta

A fonoaudióloga reforça que alguns sintomas precisam de atenção e não devem ser ignorados.

“Rouquidão persistente por mais de 15 dias não é comum e precisa ser investigada por um especialista”, alerta.

Outros sinais também indicam a necessidade de avaliação. “Dor ao falar, respirar ou engolir, falhas na voz, dificuldade em atingir determinadas frequências e sensação de caroço no pescoço são sinais de alerta”, afirma.

Nesses casos, a recomendação é procurar um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo especialista em voz.

Conscientização

Além dos cuidados individuais, a data reforça a importância da informação e da prevenção coletiva. O Brasil ainda apresenta alta incidência de câncer de laringe, o que torna o diagnóstico precoce fundamental.

“Campanhas como o Dia Mundial da Voz são essenciais para conscientizar a população. A prevenção ainda é o melhor caminho”, destaca Carolina Pamponet.

Para ela, a mensagem principal é direta: “A prevenção vocal depende da conscientização de cada pessoa. A voz é um sinal de saúde e precisa ser preservada. Seja amigo da sua voz.”

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