Superlotação atinge quase 60% dos presídios da Bahia, aponta CNJ

Levantamento do Conselho Nacional de Justiça revelou que mais da metade das unidades prisionais da Bahia opera acima da capacidade. Das 29 unidades analisadas, 17 apresentam superlotação, o que representa 58,6% do total, evidenciando a crise estrutural enfrentada pelo sistema penitenciário baiano. Entre os presídios com ocupação acima do limite estão unidades da capital e do interior, como os conjuntos penais de Feira de Santana, Itabuna, Vitória da Conquista, Eunápolis e a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador.  

Especialistas apontam que a superlotação compromete diretamente as condições de dignidade, segurança e ressocialização da população carcerária. Problemas como celas insalubres, déficit de servidores, precariedade na estrutura física e dificuldade de acesso à saúde e educação são alguns dos principais desafios relatados no sistema prisional do estado.  

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia informou que acompanha os dados do CNJ e destacou que a situação reflete um problema estrutural nacional, marcado pelo crescimento da população carcerária em ritmo superior à ampliação da infraestrutura. Segundo a pasta, ações de reforma, requalificação de espaços e reorganização de vagas vêm sendo realizadas para enfrentar o cenário.  

A avaliação reforça o alerta sobre a necessidade de investimentos e de políticas públicas voltadas não apenas à ampliação física das unidades, mas também à ressocialização e à reinserção social das pessoas privadas de liberdade.  

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