O projeto que propõe ampliar a conectividade nas escolas públicas por meio da tecnologia 5G tem gerado debates no setor de telecomunicações. Para André Oliveira, CEO da Core 3 Tecnologia, a iniciativa representa um avanço na discussão sobre inclusão digital, mas enfrenta desafios técnicos e estruturais para sua implementação em larga escala.
Segundo André Oliveira, o acesso à internet nas escolas já é contemplado por legislações e programas federais em vigor. Ele destaca a existência do programa Educação Conectada, que destina recursos diretamente às unidades de ensino para a contratação de serviços de internet banda larga e redes Wi-Fi.

“Já existe uma política pública voltada para a conectividade escolar. As escolas recebem recursos específicos para contratar internet e infraestrutura de rede. O principal desafio, em muitos casos, está na fiscalização e na garantia de que o serviço seja efetivamente instalado e disponibilizado aos alunos e professores”, afirma.
De acordo com o CEO, o novo projeto trata especificamente da utilização da tecnologia 5G, que, embora ofereça alta velocidade e baixa latência, possui limitações para atender sozinha às necessidades de conectividade de ambientes educacionais.
André Oliveira observa que a cobertura do 5G exige uma quantidade maior de antenas em áreas menores, o que demanda investimentos elevados por parte das operadoras. “O 5G é uma tecnologia avançada, mas sua implantação requer uma infraestrutura robusta. Sem incentivos ou investimentos adequados, a expansão para determinadas localidades pode se tornar mais complexa”, pontua.
Ele ressalta ainda que o ambiente escolar demanda uma estrutura de distribuição de internet baseada em redes Wi-Fi, capazes de atender simultaneamente estudantes, professores e equipes administrativas.
Apesar das ressalvas, André Oliveira considera positiva qualquer iniciativa voltada à ampliação do acesso à tecnologia nas escolas. Segundo ele, o mais importante é garantir que os recursos já existentes sejam aplicados de forma eficiente para ampliar a conectividade e melhorar o acesso à informação no ambiente educacional.
Com informações: Miro Nascimento
Por: Mayara Nailanne
