Operação investiga advogados por fraude e lavagem de dinheiro

O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, na manhã deste sábado (1º), a Operação Perjúrio para investigar um grupo suspeito de fraudes processuais e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais nas cidades de Feira de Santana e Salvador.

A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e tem como alvo quatro advogados investigados por supostamente utilizar documentos falsificados para instruir ações judiciais, principalmente contra instituições financeiras.

De acordo com o MPBA, as investigações identificaram o uso de comprovantes de residência falsos e outros documentos com indícios de adulteração. Também foram encontrados elementos que apontam para a prática dos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As movimentações financeiras consideradas suspeitas chegam a aproximadamente R$ 723 milhões entre os anos de 2019 e 2025.

As apurações indicam que o esquema contava com uma estrutura organizada envolvendo profissionais da advocacia e empresas dos setores de consultoria empresarial, cobrança, recuperação de crédito e manutenção de equipamentos eletrônicos. Segundo o Ministério Público, centenas de processos distribuídos em diversas comarcas baianas apresentavam documentos com informações repetidas ou adulteradas.

Os investigadores também apuram o uso coordenado de boletos bancários emitidos por terceiros como comprovantes de residência, além da possível utilização de procurações e outros documentos cuja autenticidade está sendo verificada. Para o MPBA, há indícios de mecanismos destinados a ocultar a origem e a destinação dos recursos financeiros.

Todo o material apreendido durante a Operação Perjúrio será analisado pelo Ministério Público para aprofundar as investigações, identificar a extensão das irregularidades e individualizar a responsabilidade dos envolvidos. Até o momento, a operação tem caráter investigativo e não houve divulgação de prisões.

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