A fotografia começou praticamente em casa, eu tirava a foto do meu filho, aí um camarada estava em um bar, bebendo, aí me chamaram para tirar umas fotos, aí eu tirei, perguntaram o preço pro sinal naquele tempo, eu nem tinha noção, aí comecei a fotografar, fiz menino, aí começaram a outra semana, entreguei as fotos, me pagaram, aí continuaram todos os finais de semana que ele veio a fubar, me chamaram para tirar a foto, assim começou a fotografia. E há quanto tempo o senhor está nesse ramo? Vixe, Maria, o tempo assim é que eu não sou bom, viu? Mas tem muito tempo, vou calcular aí, eu devo ter começado com 28 anos, mais ou menos. É, então já tem um bom tempo o senhor trabalhando nesse ramo. E o senhor conseguiu sustentar a sua família por meio das fotografias? Conta pra gente quais tipos de trabalho eram mais procurados naquela época. Ó, eu passei a sustentar a minha família e também comecei a trabalhar não com aquelas máquinas pequenas. Tinha que correr atrás de ter uma máquina profissional. E aí, quando a gente tem uma máquina profissional, quando a gente faz um trabalho, um trabalho chama o outro. E aí, até pessoas de loja, começaram até a me chamar. Antigamente, a gente era muito procurado para fotografar qualquer tipo de fotografia que a pessoa queria tirar, chamar um fotógrafo. Assim, fui levando a fotografia. A Praça do Lambi Lambi, naquela época, seu Carlos, era bem famoso, era bastante movimentado, hoje em dia gera recordações, marcou histórias de Feira de Santana. O senhor se lembra quando a fotografia de rua ainda era uma prática muito comum em Feira de Santana? Lembro. Eu mesmo, quando entrei até no Lambi Lambi, antes de tirar a foto de minha careta, e aí cheguei lá, no Lambi Lambi, comecei num período assim, era procurado, mas não tinha jeito. Pegando a práticazinha, fazendo a criatela, que é bem conhecida, tinha uma qualidade muito boa, porque eu trabalhei mesmo com a máquina profissional ali dentro. Tantos colegas ali trabalhou, mas não desfazendo assim, né? E aí, só tive a crescer, né, na profissão. Graças a Deus, até hoje estou, agora caiu bastante, né? Sabe, celular. E falando do celular, seu Carlos, com a chegada de celulares, cada vez mais avançado, né? As câmeras dos celulares, as câmeras digitais, o que mudou na profissão e também na sua rotina de trabalho? Ah, mudou muito. Celular hoje realmente é covardia, porque tem celular muito bom, faz muita foto boa. Eu não sei revelando, porque é difícil pegar até foto de celular para revelar, alguém me pedir. Mas a imagem que a gente vê no celular é muito boa. E a agência também fez muito evento de formatura, mas a agência hoje também tomou um pouquinho assim no nosso espaço. Hoje em dia, os pessoal procura mais agência para fazer esse tipo de evento de formatura. A gente pega a parte da formatura, a gente só pega a festa, que às vezes não contrata o pessoal da agência, aí pega um curso, um fotógrafo conhecido, muito, e a gente fazia o trabalho lá, aí quando era na festa, chamava a gente para fotografar. E para finalizar, seu Carlos, o que significa para você continuar fotografando, já são muitos anos nessa área, e manter viva essa tradição que faz parte da história de Ferreira de Santana? O senhor faz parte dessa história. Eu estou naquele lance assim, igual jogador de futebol, nunca para de jogar. Eu sei que caí bastante, mas eu gosto do que faço. Aí hoje ainda tenho o meu. Equipamento aqui, às vezes até foto que eu tenho aqui, as pessoas me cobram para eu rasgar todo, tenho dificuldade de chegar pelo endereço e às vezes a gente termina também perdendo alguns endereços, aí ainda tem muita foto aqui. Agora que eu tô tratando mesmo, é assim, eu acho que deveria até ter uma vez, assim, uma exposição de foto antiga de pessoas que tirou, ter algum local que a gente puder colocar. E para as pessoas seria muito bom, né, a pessoa às vezes até acha que aquele fotógrafo já deu fim e às vezes tem muito fotógrafo que ainda até possa ter essas fotos ainda.
A Agência Reguladora de Feira de Santana (ARFES) notificou, nesta quinta-feira (17), a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa) para que adote medidas destinadas à regularização do abastecimento de água na zona rural do município. A notificação nº 520/2026 estabelece prazo máximo de 72 horas, a contar do recebimento do documento, para que a empresa informe as providências que estão sendo adotadas.
De acordo com a ARFES, nos últimos dias houve aumento significativo no número de reclamações relacionadas à falta de abastecimento de água, especialmente nas sedes dos distritos e em povoados de Feira de Santana.
A Agência Reguladora também solicitou à Embasa a apresentação de um plano de ação detalhado, com as medidas que serão adotadas para enfrentar o período de maior ocorrência dos efeitos do fenômeno climático El Niño, mencionado na notificação como um cenário previsível que pode ampliar os impactos sobre o abastecimento.
No documento, a ARFES destaca que cabe à autarquia fiscalizar, regular, normatizar e controlar os serviços do sistema de saneamento básico do município, conforme estabelece a Lei Complementar nº 093/2015 e o contrato de programa celebrado entre o Município de Feira de Santana e a Embasa.
Município tem realizado ações emergenciais
A notificação registra ainda que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, vem adotando medidas para auxiliar as comunidades afetadas pela falta de água.
Segundo o documento, o município tem realizado esforços para atender a população diante das dificuldades de abastecimento, inclusive com despesas relacionadas ao fornecimento emergencial de água.
A ARFES ressalta, contudo, que essas ações não afastam as responsabilidades atribuídas à empresa contratada em relação aos serviços previstos no contrato.
Embasa deverá apresentar plano de ação
Além de informar as medidas já adotadas para solucionar os problemas registrados, a empresa deverá apresentar à Agência Reguladora um planejamento contendo as providências previstas para o período de maior ocorrência dos reflexos do fenômeno climático.
A ARFES determinou que as informações e as respectivas comprovações sejam encaminhadas para o e-mail institucional da área de fiscalização da Agência.
O documento também estabelece que o descumprimento da notificação poderá resultar na lavratura de Auto de Infração e na instauração de processo administrativo, conforme previsto na legislação municipal.
A Notificação nº 520/2026 é assinada pelo diretor-presidente da ARFES, Carlos Alberto Moura Pinho, e foi emitida em Feira de Santana nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026.