O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta sexta-feira (23), ter determinado a retirada de canais políticos do WhatsApp do ar. O esclarecimento foi divulgado após declarações do deputado federal André Janones, que afirmou que o canal “Exército do Lula” seria retirado do ar próximo ao debate presidencial.
Segundo o tribunal, a definição de prazos curtos para que as partes apresentem informações em processos eleitorais não significa uma ordem de remoção de conteúdos ou canais das plataformas digitais.
Na manhã desta sexta-feira, ministros do TSE se reuniram com representantes de empresas como Meta, X, Google, TikTok e Kwai para discutir o cumprimento das regras eleitorais. Durante o encontro, o ministro Kassio Nunes Marques defendeu o reforço das equipes responsáveis pelo atendimento às solicitações da Justiça Eleitoral e cobrou tratamento isonômico entre as candidaturas.
A discussão ocorre após a repercussão de uma proposta para suspender temporariamente canais políticos com grande número de seguidores durante o período eleitoral. A possibilidade gerou controvérsia por causa dos possíveis impactos sobre canais ligados aos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
O TSE, no entanto, esclareceu que os despachos mencionados não devem ser interpretados como uma determinação para retirar canais do ar.