O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a condução das decisões políticas no estado passa pela liderança institucional do cargo que ocupa, mesmo em um cenário marcado por grandes nomes e lideranças consolidadas da política baiana. Em declaração firme, Jerônimo destacou que amizade e respeito não se sobrepõem à hierarquia política.
“Eu sou amigo de Otto, de Lídice, sou amigo de Carleto, da família Geddel, mas na hora da decisão existe a hierarquia do lugar. E aqui, quem lidera sou eu”, afirmou.
Jerônimo reconheceu a complexidade de liderar um grupo político com tantas figuras de peso, como os senadores Jaques Wagner, Angelo Coronel e Otto Alencar, além de secretários e lideranças influentes. Segundo ele, o desafio exige equilíbrio, humildade e diálogo. “Não é fácil liderar quando você tem muitas estrelas, muitos astros. São dois, três senadores potentes, secretários importantes. Mas a liderança está aqui, exercida com humildade e delicadeza. Essa é a marca do nosso projeto”, ressaltou.
O governador também rebateu críticas sobre desgaste político e físico, classificadas por alguns como “fadiga de material”. Para Jerônimo, os números de sua gestão demonstram disposição e compromisso com o estado.
“Se alguém fala em fadiga de material, eu entendo o conceito, mas como se explica isso quando, em três anos, um governador percorre 370 municípios? E não é para passear. Eu não vou aos municípios para turismo, vou para trabalhar, para fechar entregas e ouvir a população.”
Ao final, Jerônimo deixou claro que não há dúvidas quanto à sua disposição de seguir no comando do projeto político na Bahia e sinalizou de forma direta sua pré-candidatura à reeleição. “Se alguém ainda tem dúvida se o governador é pré-candidato, eu digo: sou, sim. Na hora certa, é a candidatura.”
A declaração reforça o protagonismo de Jerônimo Rodrigues na condução do grupo governista e antecipa o tom das articulações políticas que devem marcar o próximo ciclo eleitoral no estado.
