Início » “Nunca tive a fraqueza de pegar na mão de Bolsonaro”, declara Otto Alencar ao comentar cenário político na Bahia

“Nunca tive a fraqueza de pegar na mão de Bolsonaro”, declara Otto Alencar ao comentar cenário político na Bahia

0 comentários

O senador Otto Alencar (PSD-BA) reafirmou sua posição política e histórica de alinhamento com o campo progressista ao comentar o cenário eleitoral e as articulações partidárias na Bahia. Em tom firme, Otto voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou sua trajetória de oposição ao bolsonarismo.

“Nunca tive a fraqueza de pegar na mão de Bolsonaro. Isso precisa ficar registrado”, afirmou o senador, ao lembrar seus quatro anos de oposição ao ex-presidente no Senado.

Otto ressaltou que qualquer definição sobre o futuro do PSD na Bahia dependerá da convenção partidária marcada para julho e que, até lá, é preciso aguardar os desdobramentos internos do partido. Segundo ele, as decisões serão tomadas de forma coletiva, respeitando os aliados históricos. “O PSD tem uma aliança histórica com o PT, com o PCdoB, com o PSB e com os partidos aliados. Vivemos esse processo há muitos anos. É preciso ouvir todos: não só o PSD, mas os aliados, os partidos, as lideranças. É aguardar um pouco”, disse.

O senador destacou ainda sua trajetória política desde que ingressou na vida pública nacional, em 2010, sempre em defesa do mesmo projeto político na Bahia e em Brasília.“Eu tenho uma trajetória de defesa do nosso projeto aqui na Bahia e da nossa causa em Brasília com o presidente Lula. Desde que entrei na política nacional, nunca me desviei desse caminho. Sempre fui aliado e, muitas vezes, decisivo.”

Ao relembrar momentos cruciais da política nacional, Otto enfatizou sua posição contrária ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e sua postura de enfrentamento aos governos que se seguiram.“Votei contra o impeachment. Fiz oposição responsável e dura ao governo Michel Temer durante dois anos e seis meses. Fui oposição a Jair Bolsonaro por quatro anos. Nunca tive qualquer proximidade com ele. Passar perto de Bolsonaro seria macular minha história de 15 anos de aliança com Wagner, Rui, Jerônimo e Lula.”

Sobre a composição das chapas majoritárias e a possibilidade de reeleição de senadores, Otto explicou que o tema ainda depende de diálogo e entendimento político.“Defendemos que, assim como outros cargos podem ter reeleição, os senadores também podem. Mas isso ainda precisa ser discutido e resolvido.”

O senador classificou sua situação política como “delicada”, destacando a relação histórica e pessoal com o presidente Lula, construída ao longo de décadas.“Não tenho como fazer um discurso contra o projeto do Lula, que é um grande amigo meu. Em 2002, quando fui governador, votei em Lula no segundo turno contra Serra e ajudei a construir aquele resultado. É uma relação antiga, que não se desfaz de uma hora para outra.”

Por fim, Otto Alencar reafirmou que sua trajetória é marcada pela coerência política e pelo compromisso com o campo democrático.“Eu tenho uma história que não se perdeu no caminho”

Todos os Direitos Reservados. Produzido por  Alcance Marketing Digital